Lado C Tudo na vida tem seu Lado A e seu Lado B, mas a resposta talvez esteja no Lado C, 'sacovisk'?

Archive for the ‘Memória Ambiental’

O MAR DO NORTE ESTÁ DOENTE.

junho 23, 2010 By: Ferzamp Category: Desastres Ambientais, Memória Ambiental, Notícias do Meio Ambiente

Praia de Ostende na Bélgica, as águas estão cada dia mais poluídas, e os investigadores temem pelo futuro da fauna e da flora marinha.

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Quando, no fim de um belo dia, saem da praia de Ostende, os milhares de turistas deixam atrás de si pilhas de resíduos. Sacos de plástico, pontas de cigarros, fraldas descartáveis e uma infinidade de latas e garrafas. No termo de um fim-de-semana concorrido, o serviço de coleta de lixo de Ostende chega a apanhar dez toneladas de detritos. Uma catástrofe para a fauna e para a flora. A grande máquina de limpeza da praia, que percorre a linha de maré, revira o solo até dez centímetros de profundidade, trazendo à superfície uma grande quantidade de material biológico e prejudicando a vida microbiótica existente na areia. Muito plástico desaparece igualmente por baixo da areia. «Não é coisa que se veja mas, presentemente, uma grande parte da nossa praia é composta por plástico», declara Pavel Klinckhamers, da Greenpeace Países Baixos.

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Mapa da localização dos Países Baixos: Holandas do Norte e do Sul são duas de suas doze províncias.

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Nem todo esse plástico é largado pelos turistas: longe disso. Os resíduos lançados pelos barcos, deliberadamente ou por acidente, são muito mais significativos. Calcula-se que, anualmente, sejam lançados borda fora entre dois e dez mil contentores. As aves marinhas os vê como alimento e comem-nos. Um estudo realizado em 2003, nos Países Baixos, mostra que 95% dos pombaletes [Fulmarus glacialis] que dão à costa têm plástico no estômago. Este encontra-se também no estômago de muitas focas que dão à praia.

O número de aves marinhas cobertas de petróleo que derivam até à costa é, contudo, baixo, o que prova que a luta internacional contra as descargas ilegais de petróleo no Mar do Norte não tem sido em vão. Nos anos 80, todas as aves encontradas na praia ainda estavam cheias de petróleo. Hoje, isso só acontece com um quarto delas – o que ainda é demasiado. Os navegadores são obstinados.

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Uma bomba-relógio

Poucas pessoas sabem que o fundo do mar diante do litoral, em Heist, abriga um enorme vazadouro de munições das duas guerras mundiais. Calcula-se que serão entre 35 e 200 000 toneladas, das quais um terço conterá gás tóxico. Qualquer intervenção poderia provocar uma catástrofe ecológica. Contudo, deixar as bombas onde estão também é perigoso, porque, mais tarde ou mais cedo, estas acabarão por ser corroídas pela ferrugem e por libertar a sua carga tóxica. A UGMM (Unidade de Gestão do Modelo Matemático do Mar do Norte e do Estuário do Escaut) vigia de perto o estado deste vazadouro.

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Produtos químicos e interferências hormonais

As adolescentes que vão tomar banho no Mar do Norte não precisam ter medo de que lhes cresça a barba: as doses de substâncias químicas poluentes existentes no Mar do Norte são bastante baixas. No entanto, esses produtos químicos causam de facto interferências hormonais na vida marinha. No espaço de dois anos, Francis Kerckhof, biólogo da UGMM, assistiu à extinção de toda a população de búzios do Mar do Norte. Por influência dos produtos químicos, as fêmeas desenvolveram pênis, o que as impediu de se reproduzirem e conduziu à extinção de toda a espécie. «Observamos agora malformações e uma baixa da fecundidade entre as ostras, o berbigão e, também, entre os peixes», declara Kerckhof.

São três os tipos de produtos químicos que preocupam especialmente os investigadores. É certo que os PCB muito tóxicos – recorde-se a crise da dioxina – foram proibidos há muito tempo; apesar disso, continuarão a existir nas águas marinhas durante um milhar de anos. Os HAP (hidrocarbonetos aromáticos policíclicos) são substâncias à base de alcatrão libertadas pelas chaminés de navios que consomem combustível muito pesado e poluente. O TBT (tributilestanho) é uma substância à base de estanho incorporada nas tintas utilizadas nos cascos dos navios.

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Ave marinha conhecida como fulmar-glacial ou pombalete.

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Super-exploração pesqueira

O impacto exacto da poluição sobre as reservas de peixe é difícil de avaliar, porque o peixe do Mar do Norte está a ser dizimado pela pesca. «O atum, o bacalhau com mais de um metro, o peixe-aranha grande, o tubarão, a ostra plana e o búzio grande desapareceram das nossas águas», observa Francis Kerckhof. Após a proibição da sua captura, as espécies ameaçadas de extinção restabelecem-se muito lentamente. «Talvez por terem ficado demasiado enfraquecidas pela poluição para poderem recuperar. E porque a sua fecundidade diminuiu muito», explica Ann-Katrien Lescrauwaet, do Vliz, o Instituto Flamengo do Mar.

Todas as manhãs, a praia está bem limpa, as águas costeiras têm um aspecto límpido e o mercado do peixe está cheio de linguados acabados de pescar. Mas, segundo Patrick Roose e Kerckhof, o Mar do Norte encontra-se em muito mau estado. Para já, as consequências verdadeiramente dramáticas ainda não se manifestam, porque o Mar do Norte beneficia de uma corrente forte, que renova totalmente as suas águas de dois em dois anos. «Mas a vida marinha está a aproximar-se de um ponto de não retorno», adverte Kerckhof.”

[09 julho 2009  | De Standaard - Bruxelas / Presseurop]

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MEMÓRIA AMBIENTAL: O PETRÓLEO NOSSO DE CADA DIA…

junho 08, 2010 By: Ferzamp Category: Eco-economia, Matriz energética, Memória Ambiental

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Folha de São Paulo, 09 de setembro de 2000.

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[Fonte: USP]

DERRAMAMENTO DE ÓLEO: PARANÁ, RIO IGUAÇU (2000).

junho 07, 2010 By: Ferzamp Category: Desastres Ambientais, Memória Ambiental

EXXON VALDEZ: Desastre do navio da maior petrolífera do mundo derramou 41 milhões de litros na costa do Alasca.

maio 03, 2010 By: Ferzamp Category: .English Post, Desastres Ambientais, Memória Ambiental, Podcast

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“Em 1989, da maior petrolífera do mundo derramou 41 milhões de litros na costa do Alasca, afetando a vida animal até hoje.

No 15º aniversário do acidente do navio Exxon Valdez, que despejou 41 milhões de litros de petróleo em uma área de vida selvagem no Alasca (EUA), o Greenpeace exige que a empresa petrolífera ExxonMobil limpe a área atingida. Maior companhia petrolífera do mundo, a empresa, que comercializa seus produtos sob a marca Esso, utiliza seu poder financeiro e sua influência para fugir de qualquer responsabilidade sobre o desastre. A empresa foi multada em mais de US$ 5 bilhões pelos danos ambientais decorrentes do acidente do Exxon Valdez, porém entrou na justiça com um pedido para recorrer da decisão (1).

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Óleo derramado pelo navio Exxon Valdez.

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Em 1991, a ExxonMobil foi considerada culpada por infringir inúmeras leis ambientais e foi multada em mais de US$ 1 bilhão. Essa foi a maior punição da história com o objetivo de minimizar os danos causados por um desastre ambiental corporativo. A gigante petrolífera também tenta encontrar um crime para acusar formalmente 38 voluntários do Greenpeace, que entraram na sede da ExxonMobil no Texas (EUA) a fim de protestar contra a posição da companhia sobre as mudanças climáticas.

No início da década de 90, a ExxonMobil financiou pesquisas que afirmavam que a área atingida estava saudável e se recuperando bem. Entretanto, novas pesquisas científicas, conduzidas por mais de 14 anos, atestam o contrário. O mais recente desses estudos, publicado pela revista científica Science (2) concluiu que a recuperação da área está longe de alcançar um nível ideal. A região continua a apresentar problemas resultantes dos resíduos do petróleo derramado.

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Com 500 milhas de costa coberta com petróleo, a mortalidade de animais após o derramamento foi alta. Lontras, aves marinhas e populações de focas foram os que mais sofreram. Ao contrário do que afirmam as pesquisas da ExxonMobil, até hoje a área está contaminada pelo óleo, além de substâncias tóxicas persitentes, resultando em impactos a longo prazo.

Denis Kelso, membro da comissão do Departamento de Conservação Ambiental do Alasca, concorda que as declarações da Exxon Mobil que se seguiram ao derramamento foram “parte das deliberadas informações erradas da companhia” (3). Essa posição é sustentada pelo cientista marinho Rick Steiner, que acredita que a ExxonMobil construiu sua própria “realidade” sobre o derramamento, baseada em impactos mínimos e recuperação rápida (4).

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“As táticas da ExxonMobil são bem conhecidas e este é um caso clássico de negação, enganação e demora”, disse a campaigner do Greenpeace Anita Goldsmith. “Assim como a empresa não aceita as evidências científicas sobre as mudanças climáticas, nega que o petróleo derramado está causando danos na área. Em ambos os casos, a Exxon faz campanhas enganosas sobre sua responsabilidade corporativa ambiental e social. Enquanto a ExxonMobil continuar neste caminho, o Greenpeace continuará a fazer campanhas como a dos voluntários do Texas, para expor isto”.

Pagar pesquisas que dêem suporte a este argumento e informem erroneamente o público não é novidade para a ExxonMobil. A empresa financia a publicação de pesquisas em revistas acadêmicas, que validam o argumento da companhia de que os juízes não são competentes para determinar uma sentença para os danos ambientais como no caso do Exxon Valdez (5). Estas pesquisas são uma tentativa de incentivar uma mudança na legislação, que permita à ExxonMobil vencer nas apelações para outorgar as indenizações que deve.

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A empresa também conduz campanhas organizadas para minar as constatações científicas sobre as mudanças climáticas. Em uma época em que o mundo sofre as consequências do aquecimento global, como inundações e secas, a ExxonMobil defende que são necessários mais estudos antes de se iniciar uma ação efetiva de combate às causas do problema. A versão da empresa para o derramamento de petróleo de seu navio há 15 anos é uma história cheia de mentiras. Uma herança que a empresa mantém em suas atividades até os dias de hoje.

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(1) Exxon, “Attorneys general ask Exxon to pay up” (”Procuradores pedem que a Exxon salde sua dívida”), Anchorage Daily News, 13 de maio, 1999.

(2) Revista Science, 19 de dezembro de 2003, Vol 302, “Long-term Ecosystem Response to the Exxon Valdez Oil Spill” (Resposta a longo prazo do Ecossistema ao vazamento de óleo do Exxon Valdez), C.H.Peterson, S.D.Rice, J.W.Short, D.Esler, J.L.Bodkin, B.E.Ballachey, D.B.Irons.

(3) Dennis Kelso, citação em “Critics Fault Exxon” (”Críticos culpam a Exxon”), Christian Science Monitor, 14 de junho, 1989.

(4) Professor Rick Steiner in, “The Truth about The Exxon Valdez Oil Spill” (”A verdade sobre o vazamento de óleo do Exxon Valdez”), Prof. Rick Steiner e Dr. Riki Ott, 16 de novembro, 1993.

(5) Washington Post, Friday December 2003, “Exxon Funded Research Into Jury Awards” (”Exxon financiou pesquisas para a sentença judicial”), Alan Zarembo, 26 dezembro, 2003.”

[Fonte: Greenpeace/23 mar 2004]

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The Exxon Valdez Disaster: 20 Years Later (WWF).

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PodCast Blog Lado C

 

PodCast Blog Lado C

 

CARNE DE SEGUNDA: 62% dos empreendedores que compõem a chamada “lista suja” do trabalho escravo respondem por empreendimentos de pecuária bovina.

abril 29, 2010 By: Ferzamp Category: Consumo, Desastres Ambientais, Memória Ambiental

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Imagem IDEC.

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“Segundo o relatório “O reino do gado – Uma nova fase na pecuarização da Amazônia brasileira”, publicado pela organização não-governamental (ONG) Amigos da Terra no ano passado, cerca de 200 frigoríficos estão em funcionamento na Amazônia atualmente. Desses, mais da metade é ilegal. Em 2004, apenas 27 tinham registro no Serviço de Inspeção Federal (SIF). No fim de 2007 esse número subiu para 87. “Contudo, mesmo os legalizados mantêm relações comerciais com fornecedores em situação irregular sob os aspectos fundiário, ambiental e trabalhista”, afirma o relatório.

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A prova disso vem, por exemplo, do cadastro feito pelo Ministério do Trabalho, que mostra que 62% dos empreendedores que compõem a chamada “lista suja” do trabalho escravo respondem por empreendimentos de pecuária bovina. O relatório ainda afirma que “frigoríficos responsáveis por 73% das exportações brasileiras mantiveram relações comerciais com fazendas com uso de mão-de-obra escrava entre 2006 e 2007″.

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.O frigorífico JBS-Friboi - um dos que não deu retorno aos questionamentos do Idec – é hoje o maior do mundo em capacidade de abate de bois (47,1 mil cabeças por dia) e o maior exportador de carne do planeta. Mas, como mostra o estudo “Conexões Sustentáveis”, da ONG Repórter Brasil, “a unidade do Friboi de Barra do Garças (MT) adquiriu gado de um pecuarista que teve a área de sua fazenda embargada pelo Ibama por desmatamento ilegal”.

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Ele aponta também que uma das unidades frigoríficas do Marfrig, outro que não respondeu às questões feitas pelo Idec, “manteve relações comerciais com dois pecuaristas de Mato Grosso depois de eles entrarem na ´lista suja´ do trabalho escravo”. Um deles, Antenor Duarte do Valle, é acusado de denúncias graves, como a de ter sido um dos mandantes do Massacre de Corumbiara, em que onze trabalhadores sem-terra foram chacinados por policiais militares e jagunços, no interior de Rondônia, em 1995.

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A probabilidade de a carne que chega aos supermercados das grandes capitais brasileiras ter passado por um desses estabelecimentos é grande. O próprio estudo da Repórter Brasil afirma que o “JBS-Friboi é fornecedor de grandes redes varejistas que operam em São Paulo e abastece setores do poder público na capital paulista. Também vende sebo bovino para indústrias de biodiesel, que é adicionado ao diesel distribuído em postos de gasolina de todo o país”.”

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[Fonte: Idec /Revista n° 129 - Fevereiro de 2009]

NO CEARÁ, TÉCNICA PURIFICA A ÁGUA ATRAVÉS DO SOL.

abril 13, 2010 By: Ferzamp Category: Eco-atitudes, Geral, Memória Ambiental, Pesquisas

Assista reportagem sobre purificação da água através do sol. Técnica desenvolvida na Suíça, e divulgada pela Universidade Federal do Ceará (09/09/2005).

MEMÓRIA AMBIENTAL: Shell paga U$ 15,5 milhões de compensação para vítimas africanas.

abril 12, 2010 By: Ferzamp Category: .English Post, Desastres Ambientais, Documentários, Memória Ambiental

Assista o mini-documentário (em inglês) sobre o caso WiWa & Shell ocorrido em 1995 na África. Produzido pela Rikshaw Filmes para EarthRights International (ERI) & the Center for Constitutional Rights (CCR).

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“O enforcamento de Ken Saro Wiwa mostrou o verdadeiro custo do petróleo.”

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SHELL: CULPADA POR ABUSO DOS DIREITOS HUMANOS.

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“Por quase trinta anos, a Shell tem sido cúmplices de abusos dos direitos humanos na Nigéria. Em 26 de maio de 2009, a Shell foi julgada em um tribunal federal E.U. As acusações são relativas a abuso de poder, incluindo a conspiração com o governo militar da Nigéria, e execução do ativista comunitário (foto acima) que liderou um movimento não-violento de oposição a Shell.

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LINHA DO TEMPO: O PAPEL DA SHELL NA VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS NA NIGÉRIA.

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1980-1982

A comunidade de Iko enviou uma carta a Shell eo governo Federal, exigindo “uma compensação e restituição de nossos direitos de ar limpo, água e um ambiente viável.” Eles não receberam nenhuma resposta. A comunidade de Iko enviou uma carta a Shell e ao Governo Federal exigindo seus direitos. Dois anos depois, eles demonstraram de forma pacífica contra a Shell, pedindo-lhes para ser um bom vizinho “para nós.” A polícia foi chamada e os manifestantes foram presos e maltratados.

1987

A comunidade de Iko mais uma vez realizou uma manifestação pacífica. Em resposta a Shell chamou a polícia Mobile Force (conhecido como localmente como o Kill and Go), que foram transportados em três lanchas da empresa. Duas pessoas foram mortas, cerca de quarenta casas destruídas e 350 pessoas ficaram desabrigadas.

1990

As pessoas Etche pacificamente se manifestaram contra a Shell na aldeia de Umuechem “porque eles tinham visto Shell continuamente explorar suas terras sem compensação adequada”, segundo um morador. Shell solicitou a Mobile Police Force (MPF).

O MPF massacrou oitenta pessoas e destruíram 495 casas, bem como, inúmeros veículos e motocicletas. A Comissão de Inquérito ouviu posterior dos aldeões como as manifestações foram pacíficas. A razão para o protesto foi a Shell, “as operações de perfuração tiveram efeitos adversos graves sobre as pessoas Umuechem que são predominantemente agricultores, na medida em que suas terras foram adquiridas e as suas culturas danificadas com pouca ou nenhuma compensação, e são, portanto, deixou sem terras ou de meios de subsistência.

Suas terras estão cobertas por derrames de óleo e tornaram-se impróprias para a agricultura.

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1990-1991

Ken Saro-Wiwa e outros líderes comunitários da região Ogoni, no delta do Níger, formam o Movimento para a Sobrevivência do Povo Ogoni (MOSOP) e começar a organizar protestos políticos, econômicos, ambientais e de justiça.

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1993

04 de janeiro, Ogoni. 300.000 pessoas marcham contra a Shell, em que se tornou conhecido como o dia Ogoni. De acordo com o líder MOSOP Ken Saro-Wiwa, “A marcha é contra a devastação do meio ambiente. É contra o não-pagamento de royalties. É anti- Shell. É anti-Governo Federal, porque na medida em que estamos preocupados os dois estão em conluio para destruir o povo Ogoni.”

No final de abril de 1993, a empresa norte-americana Willbros começou intimidando terrenos em gasodutos Ogoni. Isso provocou manifestações de massa que eram totalmente pacífica de acordo com a Human Rights Watch. Quando Karololo Kogbara tentou recolher o que restava de sua plantação, ela foi baleado por soldados no braço, que mais tarde teve que ser amputada. Ela é agora uma das testemunhas no processo judicial contra a Shell.

Em 3 de maio, milhares de manifestantes se reuniram para se queixar do tiroteio. Desta vez, outro manifestante, Agbarator Otu, foi morto a tiros pelas costas. A mais de vinte pessoas ficaram feridas.

Em outubro de Shell estava ansioso para voltar a entrar Ogoni e visitou a vila de Korokoro acompanhados por “pessoal de segurança fornecidos pelo governo”. A comunidade protestou contra a visita. Mas, depois de 24 meses que o pessoal armado voltou ao “diálogo” com a comunidade, sob o comando do tenente-coronel Okuntimo, os soldados da 2 ª Brigada Anfíbia acompanhada pessoal Shell em Ogoni. Esses soldados eram pagos abonos de campo pela Shell.

Três pessoas foram baleadas, resultando na morte de uma pessoa, Uebari Nnah. Seus parentes também são testemunhas no processo judicial contra a Shell. Saro-Wiwa chamado de homicídio “sem provocação” e “mais uma confirmação da colaboração da Shell e as forças de segurança nigerianas no genocídio do povo Ogoni.”

Shell teria negado o pagamento dos militares há anos, mas finalmente admitiu que havia feito em nesta ocasião e também em relação ao incidente Willbros.

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1993-1994

Como a campanha Ogoni intensificou a 1993 e 1994, o recuo feito sobre eles pelos militares estaria além da compreensão da maioria das pessoas. A campanha militar de repressão levou a cerca de 2.000 Ogoni sendo mortos, 30.000 desalojados e outros incontáveis torturada e estuprada.

Em Maio de 1994 o tenente-coronel Okuntimo, que responsáveis por orquestrar a campanha de terror, escreveu um memorando de apenas nove dias antes do assassinato de quatro para o Ogoni que Saro-Wiwa viria a ser tentado. A nota disse: “as operações da Shell ainda impossível, a menos cruel operações militares são realizadas para o bom início de actividades económicas”. Para contrariar esta situação, Okuntimo tinha recomendado “devastar as operações durante Mosop e outros encontros, fazendo presença militar constante e justificável.”

Okuntimo mais tarde admitiu que “ele estava fazendo tudo para a Shell … Mas ele não estava feliz Shell porque a última vez que ele pediu para pagar os seus homens a sua estação de licenças de emissão que tinha sido recusado o que não era o procedimento habitual”.

Okuntimo também passou a ter tido uma influência indevida no julgamento de Saro-Wiwa, incluindo a participação em conferências para os advogados de defesa, a proximidade com a acusação e acesso provável para os membros do Tribunal.

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1995

Em março de 1995, teve lugar uma reunião entre os quatro altos funcionários da Shell, o Alto Comissário da Nigéria e do Exército nigeriano e da Polícia, no Centro Shell em Londres, onde a estratégia foi planejada contra os protestos.

Mas, os protestos contra a Shell continuaram e assim fez a violência contra os manifestantes. Human Rights Watch afirmou que “Porque os abusos em movimento pela confiança da Shell sobre a protecção militar em Ogoniland continuar, a Shell não pode eximir-se da responsabilidade pelos atos dos militares … a defesa do militar nigeriano de instalações da Shell tornou-se tão entrelaçada com a repressão da minorias nas áreas produtoras de petróleo que a Shell não pode razoavelmente separar os dois.”

O irmão de Saro-Wiwa, a Owens Wiwa, encontrou-se secretamente com o C.O. da Shell na Nigéria, Brian Anderson, entre maio e julho, a fim de explorar formas de assegurar a liberação de Saro-Wiwa. Anderson disse que Owens “Ele seria capaz de nos ajudar a Ken se libertou, paramos a campanha de protesto no exterior”.

Em Novembro, Saro-Wiwa e outros oito foram executados. Shell manteve a afirmação de que a execução não tinha nada a ver com eles. Mas a influência indevida Okuntimo não foi a única anomalia com o julgamento. Como descreve o Processo Wiwa x Shell:

“A Shell foi envolvido no desenvolvimento da estratégia que resultou na execução ilegal do Nine Ogoni.” Shell disse que o regime nigeriano era necessário para lidar com Ken Saro-Wiwa e MOSOP(…)

Um depoimento mais tarde seria assinado por uma das duas principais testemunhas de acusação, Charles Danwi. Ele alegou que tinha sido subornado pela Shell e outros para testemunhar contra Saro-Wiwa. Dizia: “Ele foi informado de que seria dada uma casa, um contrato com a Shell e Ompadec e algum dinheiro … Foi dado 30000 Naira … Em uma reunião de agentes de segurança mais tarde, funcionários do governo e representantes da Shell … e Ompadec estiveram presentes “.

Outro depoimento, da outra testemunha acusação Chefe, Nayone Akpa, foi assinado alegando que ele foi oferecido “30000 Naira, o emprego com o Governo Local Gokana, subsídios semanais e os contratos com Ompadec e Shell” . Este, assinou um documento que implicaram Saro-Wiwa. Shell negou subornar testemunhas.

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1996

Maio: MOSOP informou que o major Obi, o novo chefe do Estado-Rios de Segurança Interna Task Force, tinha convocado duas reuniões secretas de chefes nas aldeias Ogoni de Kpor e Bori, durante a qual eles foram forçados a assinar documentos pedindo retorno Shell de Ogoni.

Novembro: A revelação de que, apesar dos desmentidos numerosas, a Shell teve de fato a ser paga ao militar foram publicados na imprensa internacional. Em sua última entrevista, antes de ser morto em acidente de avião, o acadêmico da Nigéria, o director do Centro Avançado de Ciências Sociais em Port Harcourt e consultor da ONU, Claude Ake respondeu dizendo que: “Este sempre foi o nosso ponto: a Shell está dirigindo a violência, exagerando a necessidade de segurança, exagerando a raiva em áreas produtoras do mineral e pelo seu apoio às pessoas que foram a manutenção da segurança. (…)

O Centro de Direitos Constitucionais e Internacionais EarthRights iniciar uma ação legal contra a Shell para mantê-lo responsável por violações dos direitos humanos na Nigéria, incluindo execuções sumárias, crimes contra a humanidade, tortura, tratamento desumano e prisões e detenções arbitrárias.

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1997

O Conselho Mundial de Igrejas divulgou um relatório que confirma a dramática situação no Delta: “Um estado de sítio calma prevalece até hoje em Ogoniland. Intimidação, violações, detenções, torturas, tiros e saques realizados por soldados continuam a ocorrer.”

Em meados de 1997, a Shell disse à Human Rights Watch que 186 membros armados das forças policiais regulares nigeriano, contratado pelo governo nigeriano em vez de Shell, foram mobilizados para as suas instalações na Nigéria, incluindo vários condutores de cães. Shell declarou que empregados 594 policiais supranumerários, dos quais a empresa disse que dez a vinte foram armados, após a aplicação da Shell às autoridades para que façam isso.

Julho: Jovens no Estado de Rivers, foram detidos durante a noite na sequência de uma queixa por escrito para a delegacia local por Alcon Engenharia, um empreiteiro para a Shell. Elsewhere Shell chamado assistência policial após mais jovens protestaram. Depois de fazer as investigações, a Human Rights Watch mais tarde escreveu que “A Shell não informou que todas as garantias haviam sido procurados para o bom comportamento dos policiais.”

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1999

Human Rights Watch acusou a Shell e outras companhias petrolíferas multinacionais de serem “cúmplices de abusos cometidos pela polícia militar nigeriano e porque não para condená-los publicamente, e para intervir com o governo nigeriano para ajudar a garantir que eles não se repitam.”

Houve protesto da comunidade contra a planta de GNL Bonny, no qual a Shell tem participação de 25 por cento em Setembro de 1999. O líder comunitário Goddy Jumbo descreveu como “Especialistas disseram-nos que quem bebeu a água poderia contrair algumas doenças mortais, incluindo o cancro … em Bonny agora você não consegue distinguir o dia da noite e da NLNG está fazendo nada sobre isso.”

Após os pedidos de uma reunião foram recusados, eles organizaram uma manifestação pacífica. De acordo com Goddy Jumbo: “Antes de nós sabia o que estava acontecendo… O consórcio de empresas contratantes manipulação da construção do GNL plantas, dispararam contra a multidão. Então ele mandou a equipe de policiais celular para fotografar … Ele disparou duas pessoas para baixo, então ele ordenou que os policiais móveis que tinham vêm em nossa direção.  Eles também começaram a atirar e jogar bombas de gás lacrimogêneo para nós. Eu tinha sido baleado na perna e caiu sangrando profusamente. Quando o meu povo, vendo-me no chão e sangrando- havia sangue por toda parte, até mesmo os meus sapatos estavam cheias de sangue que me levou.”

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2000

A Anistia Internacional recebeu relatos de que pelo menos uma pessoa foi morta em Ogoni, possivelmente com mais casas queimadas pela Polícia. Relatórios da cena indicou que “a operação policial foi um ataque não-provocado no K-Dere porque seus moradores se opôs a um projeto de construção de estradas por uma empresa contratada para a companhia de petróleo Shell”, disse a Anistia.

Depois que a comunidade local revidaram, a polícia matou pelo menos cinco pessoas e queimaram casas, incluindo as de Ledum Mitee o líder do MOSOP e dois chefes tradicionais. Outros detidos foram espancados e tiveram negado cuidados médicos. Outros detidos Foram espancados e Cuidados médicos tiveram negado.

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2002

Agosto: 3.000 mulheres Ilaje, Ijaw e Itsekiri chegou na sede operacional da Shell e da Chevron filiais em Warri e barricadas nas portas. As mulheres foram desarmadas, e seu protesto foi pacífico.

Testemunhas dizem que depois que a Anistia Internacional, uma força combinada de policiais militares e móvel chegou ao portão da SPDC a partir do interior das instalações da empresa e jogaram bombas de gás lacrimogêneo como eles estavam se aproximando das mulheres. Quando as forças de segurança chegaram ao nível dos manifestantes, testemunhas afirmam que eles começaram a chicote, chutar e bater as mulheres com as costas de suas armas. Algumas das mulheres estavam com quase noventa anos de idade, e outras estavam com seus bebês.

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2003

Um relatório divulgado por consultores que trabalham para a  Shell, foi identificado que parte do problema era da violência. O relatório concluiu que a forma como a empresa opera “cria, alimenta, ou agrava conflito” e que,  “depois de mais de 50 anos na Nigéria” Shell se tornou “parte integrante do sistema de conflito do Delta do Níger”.

(…) Nesse mesmo ano, como a disseminação da violência no Delta, a Human Rights Watch apelou à Shell e outras companhias petrolíferas na Nigéria a “tomar medidas imediatas para evitar mais violência e abusos em torno de Warri, no delta do Níger, rica em petróleo”.

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2005

Shell admitiu que “devido à situação de segurança no Delta do Níger, o governo nigeriano, de tempos em tempo implanta equipes de forças combinadas para patrulhar áreas em torno de nossas instalações. Essas forças são pagos pelo governo e, quando solicitado pelo Governo , nós oferecemos apoio logístico”. No entanto, a empresa afirma que “é ilegal a contratação de segurança privada, na Nigéria. Muitas empresas usam policiais supranumerários, que são designados para proteger as instalações das empresas do crime…”

Pelo menos 17 pessoas foram mortas e duas mulheres estupradas quando os soldados invadiram a comunidade Ijaw de Odioma, Bayelsa. O ataque foi ostensivamente para prender membros de um grupo de vigilantes armados, cujos membros foram relatados para ter sido recrutado por um sub-contratante da Shell. Os suspeitos não foram capturados, mas, durante um período de alguns dias, cerca de 80 por cento das casas foram destruídas em Odioma.

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2008

Em setembro, a comunidade Iwherekan no Delta Estado realizou um fórum comunitário sobre a queima de gás, com foco nas operações da Shell. O fórum inclui jornalistas e representantes de Amigos / Environmental Rights Action da Terra Nigéria, bem como líderes comunitários, mulheres e crianças.

Sem provocação, soldados nigerianos presos e detidos os participantes do fórum, cerca de 25 pessoas, durante cerca de cinco horas. “Porque é que o governo está em conluio com as empresas de petróleo, para proteger o mundo de conhecer o impacto da queima de gás nas vidas das pessoas do Delta do Níger?”, perguntou Nnimmo Bassey, diretor executivo da Amigos / Environmental Rights Action da Terra Nigéria.”

Mais tarde, naquele mês, Nnimmo Bassey testemunhou perante o Senado dos Estados Unidos Judiciário Subcomissão dos Direitos Humanos e do Direito, em Washington. As empresas petrolíferas, incluindo a Chevron e Shell, têm usado repetidamente os militares nigerianos para reprimir violentamente os protestos habitantes do Delta” pacífica, causando mortes e ferimentos, e criar um ambiente no qual os cidadãos comuns não são capazes de exercer os seus direitos à liberdade de expressão “, disse .

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2009

Maio: Depois de treze anos e várias tentativas, o processo Wiwa x Shell vai finalmente ser ouvido na United States District Court para o Distrito Sul de Nova York.


Final da história: Shell deve pagar 15 milhões de dólares às vítimas de violação dos direitos humano na Nigéria.

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[Fonte: ShellGuilty]

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Shell: Guilty Abusos dos Direitos Humanos

For nearly thirty years, Shell has been complicit in human rights abuses in Nigeria. Por quase trinta anos, a Shell tem sido cúmplices de abusos dos direitos humanos na Nigéria. On May 26th 2009, Shell will stand trial in a US federal court to answer charges relating to some of the incidents of abuse, including conspiring with the Nigerian military government to prosecute and execute revered community activists who led a nonviolent movement to oppose what they called Shell’s “ecological war” in their lands. Em maio de 2009 26, a Shell vai ser julgado em um tribunal federal E.U. para responder a acusações relativas a alguns dos incidentes de abuso, incluindo a conspirar com o governo militar da Nigéria para processar e executar ativistas comunitários reverenciado que liderou um movimento não-violento de se opor o que eles chamaram Shell guerra ecológica “em suas terras.

A short timeline of Shell’s role in Human Rights Abuses in Nigeria: Uma linha do tempo curto de papel Shell em Violações dos Direitos Humanos na Nigéria:

1980-2 1980-2
The community of Iko sent a letter to Shell and the Federal government demanding “compensation and restitution of our rights to clean air, water, and a viable environment.” They received no reply. A comunidade de Iko enviou uma carta a Shell eo governo Federal, exigindo “uma compensação e restituição de nossos direitos de ar limpo, água e um ambiente viável.” Eles receberam nenhuma resposta. Two years later they peacefully demonstrated against Shell asking them to be a “good neighbour to us.” The police were called and demonstrators were arrested and mistreated. Dois anos depois, eles demonstraram de forma pacífica contra a Shell, pedindo-lhes para ser um bom vizinho “para nós.” A polícia foi chamada e os manifestantes foram presos e maltratados.

1987 1987
The community of Iko once again held a peaceful demonstration. A comunidade de Iko mais uma vez realizou uma manifestação pacífica. In response Shell called in the Mobile Police Force (known as locally as the Kill and Go), who were transported in three company speedboats. Em resposta a Shell chamou a polícia Mobile Force (conhecido como localmente como o Kill and Go), que foram transportados em três lanchas da empresa. Two people were killed, nearly forty houses destroyed and 350 people made homeless. Duas pessoas foram mortas, cerca de quarenta casas destruídas e 350 pessoas ficaram desabrigadas.

1990 1990
The Etche people peacefully demonstrated against Shell at the village of Umuechem “because they had seen Shell continually exploit their land without adequate compensation”, according to one villager. As pessoas Etche pacificamente se manifestaram contra a Shell na aldeia de Umuechem “porque eles tinham visto Shell continuamente explorar suas terras sem compensação adequada”, segundo um morador. Shell specifically requested the Mobile Police Force.” Shell especificamente solicitados a Mobile Police Force. “

The MPF subsequently massacred eighty people and destroyed 495 houses, as well as countless vehicles and motor cycles. O MPF posteriormente massacrados oitenta pessoas e destruíram 495 casas, bem como inúmeros veículos e motociclos. The subsequent Commission of Inquiry heard from the villagers how the demonstrations were peaceful. A Comissão de Inquérito ouviu posterior dos aldeões como as manifestações foram pacíficas. The reason for their protest was that Shell’s “drilling operations have had serious adverse effects on the Umuechem people who are predominantly farmers, in that their lands had been acquired and their crops damaged with little or no compensation, and are thus left without farmlands or means of livelihood. A razão para o protesto foi a Shell, “as operações de perfuração tiveram efeitos adversos graves sobre as pessoas Umuechem que são predominantemente agricultores, na medida em que suas terras foram adquiridas e as suas culturas danificadas com pouca ou nenhuma compensação, e são, portanto, deixou sem terras ou de meios de subsistência. Their farmlands are covered by oil spillage / blow-out and rendered unsuitable for farming.” Suas terras estão cobertas por derrames de óleo / blow-out e tornadas impróprias para a agricultura. “

1990-91 1990-91
Ken Saro-Wiwa and other community leaders from the Ogoni region of the Niger Delta form the Movement for the Survival of the Ogoni People (MOSOP) and begin organizing for political, economic, and environmental justice. Ken Saro-Wiwa e outros líderes comunitários da região Ogoni do Delta do Níger formar o Movimento para a Sobrevivência do Povo Ogoni (MOSOP) e começar a organizar para políticos, econômicos, ambientais e de justiça.

1993 1993
January 4th, Ogoni. 4 de janeiro, Ogoni. 300,000 people march against Shell in what has become known as Ogoni day. 300.000 pessoas marcham contra a Shell, em que se tornou conhecido como o dia Ogoni. According to MOSOP leader Ken Saro-Wiwa, “The march is against the devastation of the environment. De acordo com o líder MOSOP Ken Saro-Wiwa, “A marcha é contra a devastação do meio ambiente. It is against the non-payment of royalties. É contra o não-pagamento de royalties. It is anti-Shell. É anti-Shell. It is anti-Federal Government, because as far as we are concerned the two are in league to destroy the Ogoni people”. É anti-Governo Federal, porque na medida em que estamos preocupados os dois estão em conluio para destruir o povo Ogoni “.

In late April 1993, the American contractor Willbros started bulldozing farmland in Ogoni pipeline. No final de abril de 1993, a empresa norte-americana Willbros começou intimidando terrenos em gasodutos Ogoni. This provoked mass demonstrations that were totally peaceful according to Human Rights Watch. Isso provocou manifestações de massa que eram totalmente pacífica de acordo com a Human Rights Watch. When Karololo Kogbara attempted to collect what was left of her crops, she was shot by soldiers in the arm, that later had to be amputated.  She is now one of the plaintiffs in the legal case against Shell. Quando Karololo Kogbara tentou recolher o que restava de sua plantação, ela foi baleado por soldados no braço, que mais tarde teve que ser amputado. Ela é hoje um dos demandantes no processo judicial contra a Shell.

On May 3rd, thousands of protestors gathered to complain about the shooting. Em 3 de maio, milhares de manifestantes se reuniram para se queixar do tiroteio. This time another demonstrator, Agbarator Otu, was shot dead in the back. Desta vez, outro manifestante, Agbarator Otu, foi morto a tiros pelas costas. A further twenty people were injured. A mais de vinte pessoas ficaram feridas.

In October Shell was eager to re-enter Ogoni and visited the village of Korokoro accompanied by “security personnel provided by the government”. Em outubro de Shell estava ansioso para voltar a entrar Ogoni e visitou a vila de Korokoro acompanhados por “pessoal de segurança fornecidos pelo governo”. The community protested against the visit. A comunidade protestou contra a visita. But later that month 24 armed personnel returned to “dialogue” with the community. Mas depois de 24 meses que o pessoal armado voltou ao “diálogo” com a comunidade. Under the command of Lieutenant Colonel Okuntimo, soldiers from the 2nd Amphibious Brigade accompanied Shell staff into Ogoni. Sob o comando do tenente-coronel Okuntimo, os soldados da 2 ª Brigada Anfíbia acompanhada pessoal Shell em Ogoni. These soldiers were being paid field allowances by Shell. Esses soldados eram pagos abonos de campo pela Shell.

Three people were shot, resulting in the death of one person, Uebari N-nah.  His relatives are also plaintiffs in the legal case against Shell.  Saro-Wiwa called it “unprovoked murder” and “further confirmation of the collaboration of Shell and the Nigerian security forces in the genocide of the Ogoni people.”  Shell would deny paying the military for years, but finally conceded that it had done so on this occasion and also in relation to the Willbros incident. Três pessoas foram baleadas, resultando na morte de uma pessoa, N Uebari nah. Seus parentes também são recorrentes no processo judicial contra a Shell. Saro-Wiwa chamou de “assassinato sem provocação” e “mais uma confirmação da colaboração da Shell e da forças de segurança nigerianas no genocídio do povo Ogoni. “Shell negaria pagar os militares, durante anos, mas finalmente admitiu que tinha feito nessa ocasião e também em relação ao incidente Willbros.

1993-1994 1993-1994
As the Ogoni campaign intensified through 1993 and 1994, the backlash wrought on them by the military would be beyond the comprehension of most people. Como a campanha Ogoni intensificou a 1993 e 1994, o recuo feito sobre eles pelos militares estaria além da compreensão da maioria das pessoas. The military campaign of repression led to some 2,000 Ogoni being killed, some 30,000 made homeless; countless others tortured and raped. A campanha militar de repressão levou a cerca de 2.000 Ogoni sendo mortos, 30.000 desalojados e outros incontáveis torturada e estuprada.

In May 1994 Lt. Col. Okuntimo, who responsible for orchestrating the campaign of terror,  wrote a memo just nine days before the murder of the four Ogoni for which Saro-Wiwa would later be tried. Em Maio de 1994 o tenente-coronel Okuntimo, que responsáveis por orquestrar a campanha de terror, escreveu um memorando de apenas nove dias antes do assassinato de quatro para o Ogoni que Saro-Wiwa viria a ser tentado. The memo said: “Shell operations still impossible unless ruthless military operations are undertaken for smooth economic activities to commence”. A nota disse: “as operações da Shell ainda impossível, a menos cruel operações militares são realizadas para o bom início de actividades económicas”. To counter this, Okuntimo had recommended “Wasting operations during Mosop and other gatherings making constant military presence justifiable.” Para contrariar esta situação, Okuntimo tinha recomendado “Wasting operações durante Mosop e outros encontros fazendo presença militar constante justificável.”

Okuntimo later admitted that “he was doing it all for Shell … But he was not happy because the last time he had asked Shell to pay his men their out-station allowances he had been refused which was not the usual procedure”. Okuntimo mais tarde admitiu que “ele estava fazendo tudo para a Shell … Mas ele não estava feliz Shell porque a última vez que ele pediu para pagar os seus homens a sua estação de licenças de emissão que tinha sido recusado o que não era o procedimento habitual”.

Okuntimo also went on to have had had undue influence at Saro-Wiwa’s trial, including attending conferences for the defence lawyers, closeness to the prosecution and probable access to members of the Tribunal. Okuntimo também passou a ter tido uma influência indevida no julgamento de Saro-Wiwa, incluindo a participação em conferências para os advogados de defesa, a proximidade com a acusação e acesso provável para os membros do Tribunal.

1995 1995
In March 1995, a meeting took place between four senior Shell officials, the Nigerian High Commissioner and the Nigerian Army and Police at the Shell Centre in London where a strategy was planned against the protests. Em março de 1995, teve lugar uma reunião entre os quatro altos funcionários da Shell, o Alto Comissário da Nigéria e do Exército nigeriano e da Polícia, no Centro Shell em Londres, onde a estratégia foi planejada contra os protestos.

But the protests against Shell continued and so did the violence against the protestors. Mas os protestos contra a Shell continuou e assim fez a violência contra os manifestantes. Human Rights Watch argued that “Because the abuses set in motion by Shell’s reliance on military protection in Ogoniland continue, Shell cannot absolve itself of responsibility for the acts of the military … the Nigerian military’s defence of Shell’s installations has become so intertwined with its repression of minorities in the oil-producing areas that Shell cannot reasonably sever the two.” Human Rights Watch afirmou que “Porque os abusos em movimento pela confiança da Shell sobre a protecção militar em Ogoniland continuar, a Shell não pode eximir-se da responsabilidade pelos atos dos militares … a defesa do militar nigeriano de instalações da Shell tornou-se tão entrelaçada com a repressão da minorias nas áreas produtoras de petróleo que a Shell não pode razoavelmente separar os dois. “

Saro-Wiwa’s brother, Owens Wiwa, secretly met the head of Shell Nigeria, Brian Anderson between May and July in order to explore ways of securing Saro-Wiwa’s release. irmão Saro-Wiwa, a Owens Wiwa, encontrou-se secretamente na cabeça da Shell na Nigéria, Brian Anderson, entre maio e julho, a fim de explorar formas de assegurar a liberação de Saro-Wiwa. Anderson told Owens that “He would be able to help us get Ken freed if we stopped the protest campaign abroad”. Anderson disse que Owens “Ele seria capaz de nos ajudar a Ken se libertou, paramos a campanha de protesto no exterior”.

In November, Saro-Wiwa and the eight others were executed. Em Novembro, Saro-Wiwa e outros oito foram executados. Shell has always maintained that his execution was nothing to do with them.  But Okuntimo’s undue influence was not the only anomaly with the trial. Shell manteve sempre que sua execução não tinha nada a ver com eles. Influência indevida Okuntimo Mas não foi a única anomalia com o julgamento. As the lawsuit Wiwa v. Shell outlines: Como o processo Wiwa v. Shell apresenta:

“Shell was involved in the development of the strategy that resulted in the unlawful execution of the Ogoni Nine. “A Shell foi envolvido no desenvolvimento da estratégia que resultou na execução ilegal do Nine Ogoni. Shell told the Nigerian regime they needed to deal with Ken Saro-Wiwa and MOSOP. Shell disse que o regime nigeriano necessária para lidar com Ken Saro-Wiwa e MOSOP. Shell monitored Ken Saro-Wiwa, and closely followed the tribunal and his detention. Shell monitorados Ken Saro-Wiwa, e acompanhou de perto a tribunal e sua detenção. Prior to the trial, Shell Nigeria told its parent companies that Saro-Wiwa would be convicted and told witnesses that Saro-Wiwa was never going free. Antes do julgamento, a Shell Nigéria, disse que suas empresas-mãe Saro-Wiwa seria condenado e testemunhas disseram que Saro-Wiwa nunca ia livre. Shell held meetings with the Nigerian regime to discuss the tribunal, including with the military president Sani Abacha himself. Shell reuniu-se com o regime nigeriano para discutir o tribunal, inclusive com o presidente militar Sani Abacha si mesmo. Shell’s lawyer attended the trial, which, in Nigeria, is a privilege afforded only to interested parties .” do advogado Shell participaram do julgamento, que, na Nigéria, é um privilégio concedido apenas às partes interessadas.

‘Restricted’ documents from the British Foreign Office note that Shell’s lawyer’s presence “sits unhelpfully with Shell’s insistence that the trial does not directly concern them.” documentos de “Reservado” da nota British Foreign Office que a presença da Shell advogado “senta-se inutilmente com a insistência da Shell que o julgamento não diga directamente respeito deles.”

An affidavit would later be signed by one of the two chief prosecution witnesses, Charles Danwi. Um depoimento mais tarde seria assinado por uma das duas principais testemunhas de acusação, Charles Danwi. It alleged that he had been bribed by Shell and others to testify against Saro-Wiwa. Ele alegou que tinha sido subornado pela Shell e outros para testemunhar contra Saro-Wiwa. It read: “He was told that he would be given a house, a contract from Shell and Ompadec and some money … He was given 30,000 Naira … At a later meeting security agents, government officials and …representatives of Shell and Ompadec were all present”. Dizia: “Ele foi informado de que seria dada uma casa, um contrato com a Shell e Ompadec e algum dinheiro … Foi dado 30000 Naira … Em uma reunião de agentes de segurança mais tarde, funcionários do governo e representantes da Shell … e Ompadec estiveram presentes “.

Another affidavit from the other Chief prosecution witness, Nayone Akpa, was signed  alleging that he was offered “30,000 Naira, employment with the Gokana Local Government, weekly allowances and contracts with Ompadec and Shell” if he signed a document that implicated Saro-Wiwa too. Outro depoimento da outra testemunha acusação Chefe, Nayone Akpa, foi assinado alegando que ele foi oferecido “30000 Naira, o emprego com o Governo Local Gokana, subsídios semanais e os contratos com Ompadec e Shell” Se ele assinou um documento que implicaram Saro-Wiwa também . Shell denied bribing the witnesses. Shell negou subornar testemunhas.

1996 1996
May: MOSOP reported that Major Obi, the new Head of the Rivers State Internal Security Task Force, had summoned two secret meetings of chiefs in the Ogoni villages of Kpor and Bori, during which they were forced to sign documents calling for Shell’s return to Ogoni. Maio: MOSOP informou que o major Obi, o novo Chefe do Estado-Rios Segurança Interna Task Force, convocou duas reuniões secretas dos chefes nas aldeias Ogoni de Kpor e Bori, durante a qual eles foram forçados a assinar documentos pedindo retorno Shell de Ogoni .

November: The revelations that, despite numerous denials, Shell had in fact being paying the military were published in the international press. Novembro: A revelação de que, apesar dos desmentidos numerosas, a Shell teve de fato a ser paga ao militar foram publicados na imprensa internacional. In his last interview before being killed in plane crash, the Nigerian academic, the Director of the Centre for Advanced Social Science in Port Harcourt and UN advisor, Claude Ake responded by saying that: “This has always been our point. Em sua última entrevista antes de ser morto em acidente de avião, o acadêmico da Nigéria, o director do Centro Avançado de Ciências Sociais em Port Harcourt e consultor da ONU, Claude Ake respondeu dizendo que: “Este sempre foi o nosso ponto. That Shell is driving the violence by exaggerating the need for security, by exaggerating the anger in the mineral producing areas and by its support to people who have been maintaining security”. Que a Shell está dirigindo a violência por exagerar a necessidade de segurança, exagerando a raiva em áreas produtoras do mineral e pelo seu apoio às pessoas que tenham sido manter a segurança “. He called the payment to Lt Col Okuntimo “a clear act of hostility against the people of the Niger Delta.” Ele ligou para o pagamento de Tenente-Coronel Okuntimo “um claro acto de hostilidade contra o povo do Delta do Níger”.

The Center for Constitutional Rights and EarthRights International begin legal action against Shell to hold it accountable for human rights violations in Nigeria, including summary execution, crimes against humanity, torture, inhuman treatment and arbitrary arrest and detention. O Centro de Direitos Constitucionais e Internacionais EarthRights iniciar uma ação legal contra a Shell para mantê-lo responsável por violações dos direitos humanos na Nigéria, incluindo execuções sumárias, crimes contra a humanidade, tortura, tratamento desumano e prisões e detenções arbitrárias.

1997 1997
The World Council of Churches issued a report confirming the dire situation in the Delta: “A quiet state of siege prevails even today in Ogoniland. O Conselho Mundial de Igrejas divulgou um relatório que confirma a dramática situação no Delta: “Um estado de sítio calma prevalece até hoje em Ogoniland. Intimidation, rape, arrests, torture, shooting and looting by the soldiers continue to occur.” Intimidação, violações, detenções, torturas, tiros e saques realizados por soldados continuam a ocorrer. “

As of mid-1997, Shell told Human Rights Watch that 186 armed members of the regular Nigerian police force, employed by the Nigerian government rather than Shell, were deployed to its facilities in Nigeria, including several dog handlers. Em meados de 1997, a Shell disse à Human Rights Watch que 186 membros armados das forças policiais regulares nigeriano, contratado pelo governo nigeriano em vez de Shell, foram mobilizados para as suas instalações na Nigéria, incluindo vários condutores de cães. Shell stated that it employed 594 supernumerary police, of which the company said ten to twenty were armed, after application from Shell to the authorities for them to do so. Shell declarou que empregados 594 policiais supranumerários, dos quais a empresa disse que dez a vinte foram armados, após a aplicação da Shell às autoridades para que façam isso.

July:  Youths in Rivers State were detained overnight following a written complaint to the local police station by Alcon Engineering, a contractor to Shell. Julho: Jovens no Estado de Rivers, foram detidos durante a noite na sequência de uma queixa por escrito para a delegacia local por Alcon Engenharia, um empreiteiro para a Shell. Elsewhere Shell called in police assistance after more youths protested. Elsewhere Shell chamado assistência policial após mais jovens protestaram. After making inquiries, Human Rights Watch later wrote that “Shell did not report that any guarantees had been sought for the good behavior of these police.” Depois de fazer as investigações, a Human Rights Watch mais tarde escreveu que “A Shell não informou que todas as garantias haviam sido procurados para o bom comportamento dos policiais.”

1999 1999
Human Right Watch accused Shell and other multinational oil companies of being “complicit in abuses committed by the Nigerian military and police because they fail to condemn them publicly and to intervene with the Nigerian government to help ensure that they do not recur.” Human Rights Watch acusou a Shell e outras companhias petrolíferas multinacionais de serem “cúmplices de abusos cometidos pela polícia militar nigeriano e porque não para condená-los publicamente, e para intervir com o governo nigeriano para ajudar a garantir que eles não se repitam.”

There was a community protest against the Bonny LNG plant, in which Shell has a 25 per cent stake in September 1999. Houve protesto da comunidade contra a planta de GNL Bonny, no qual a Shell tem participação de 25 por cento em Setembro de 1999. Community leader Goddy Jumbo described how “Experts told us that anyone who drank the water could contract some fatal diseases, including cancer … in Bonny now you cannot distinguish day from night and the NLNG’s doing nothing about this.” O líder comunitário Goddy Jumbo descreveu como “Especialistas disseram-nos que quem bebeu a água poderia contrair algumas doenças mortais, incluindo o cancro … em Bonny agora você não consegue distinguir o dia da noite e da NLNG está fazendo nada sobre isso.”

After their requests for a meeting were refused, they organised a peaceful demonstration. Após os pedidos de uma reunião foram recusados, eles organizaram uma manifestação pacífica. According to Goddy Jumbo:  “Before we knew what was happening . De acordo com Goddy Jumbo: “Antes de nós sabia o que estava acontecendo. . . . . the American security manager for . o gerente de segurança norte-americana para. . . . . the consortium of contracting firms handling the construction of the LNG plants, fired into the crowd. o consórcio de empresas contratantes tratamento a construção das plantas de GNL, dispararam contra a multidão. Then he ordered the team of mobile policemen to shoot … He shot two people down, then he ordered the mobile policemen who had come towards us . Então ele mandou a equipe de policiais móvel para fotografar … Ele disparou duas pessoas para baixo, então ele ordenou que os policiais móveis que tinham vindo em nossa direção. . . . . They also started shooting and throwing tear gas at us. Eles também começaram a atirar bombas de gás lacrimogêneo e atirando em nós. I had been shot in the leg and went down bleeding profusely. Eu tinha sido baleado na perna e caiu sangrando profusamente. When my people saw me down and bleeding—there was blood everywhere, even my shoes were full of blood—they carried me away.” Quando meu povo viu-me e sangramento havia sangue por toda parte, até mesmo os meus sapatos estavam cheias de sangue que me levou. “

2000 2000
Ogoni. Ogoni. Amnesty International received reports that at least one person has been killed in Ogoni, possibly more with homes burnt by the Police.  Reports from the scene indicated “that the police raid was an unprovoked attack on K-Dere because its residents had opposed a roadbuilding project by a company contracted to the Shell oil company,” said Amnesty. A Amnistia Internacional recebeu relatos de que pelo menos uma pessoa foi morta em Ogoni, possivelmente com mais casas queimadas pela Polícia. Relatórios da cena indicou que “a operação policial foi um ataque não-provocado no K-Dere porque seus moradores se opôs a um projeto de construção de estradas por uma empresa contratada para a companhia de petróleo Shell “, disse a Anistia.

After the local community retaliated, the police killed at least five people and burned down homes, including those of Ledum Mitee the leader of MOSOP and two traditional rulers. Depois que a comunidade local revidaram, a polícia matou pelo menos cinco pessoas e queimaram casas, incluindo as de Ledum Mitee o líder do MOSOP e dois chefes tradicionais. Others arrested were beaten and denied medical attention. Outros detidos foram espancados e tiveram negado cuidados médicos.

2002 2002
August:  3,000 Ilaje, Ijaw, and Itsekiri women arrived at the operational headquarters of Shell and Chevron affiliates in Warri and barricaded the doors. Agosto: 3.000 mulheres Ilaje, Ijaw e Itsekiri chegou na sede operacional da Shell e da Chevron filiais em Warri e barricadas nas portas. The women were unarmed, and their protest was peaceful. As mulheres foram desarmados, e seu protesto foi pacífico.

Witnesses would later tell Amnesty International that a combined force of military and mobile police arrived at the gate of SPDC from inside the premises of the company and threw tear gas as they were approaching the women. Testemunhas dizem que depois que a Anistia Internacional, uma força combinada de policiais militares e móvel chegou ao portão da SPDC a partir do interior das instalações da empresa e jogaram bombas de gás lacrimogêneo como eles estavam se aproximando das mulheres. When the security forces arrived at the level of the protesters, witnesses claim that they began to whip, kick and beat the women with the back of their guns. Quando as forças de segurança chegaram ao nível dos manifestantes, testemunhas afirmam que eles começaram a chicote, chutar e bater as mulheres com as costas de suas armas. Some of the women were nearly ninety years old and others had young babies. Algumas das mulheres estavam quase noventa anos de idade e tinha outros bebés.

2003 2003
A leaked report by consultants working for Shell identified that Shell was part of the problem of violence. Um relatório divulgado por consultores que trabalham para a Shell Shell foi identificado que parte do problema da violência. The report concluded that the way the company operates “creates, feeds into, or exacerbates conflict” and that “after over 50 years in Nigeria” Shell had become “an integral part of the Niger Delta conflict system”. O relatório concluiu que a forma como a empresa opera “cria, alimenta, ou agrava conflito” e que “depois de mais de 50 anos na Nigéria” Shell se tornou “parte integrante do sistema de conflito do Delta do Níger”.

It noted that the company’s “social license to operate is fast eroding”. Ele observou que a licença da empresa “social para operar é rápida erosão”. Secondly “If current conflict trends continue uninterrupted, it would be surprising if SCIN [Shell Companies in Nigeria] is able to continue on-shore resource extraction in the Niger Delta beyond 2008, whilst complying with Shell Business Principles”. Em segundo lugar “Se as tendências atuais continuarem conflito ininterrupto, seria surpreendente se Scin [Shell na Nigéria Empresas] é capaz de continuar on-shore de extração de recursos no Delta do Níger para além de 2008, cumprindo os Princípios de Negócios da Shell”.

That same year, as the violence spread in the Delta, Human Rights Watch called on Shell and the other oil companies in Nigeria to “take immediate measures to prevent further violence and abuses around Warri in the oil-rich Niger delta”. Nesse mesmo ano, como a disseminação da violência no Delta, a Human Rights Watch apelou à Shell e outras companhias petrolíferas na Nigéria a “tomar medidas imediatas para evitar mais violência e abusos em torno de Warri, no delta do Níger, rica em petróleo”.

2005 2005
Shell admitted that “ Due to the security situation in the Niger Delta, the Nigerian government from time to time deploys teams of combined forces to patrol areas around our facilities. Shell admitiu que “Devido à situação de segurança no Delta do Níger, o governo nigeriano, de tempos em tempo implanta equipes de forças combinadas para patrulhar áreas em torno de nossas instalações. These forces are paid by the government and, when requested by the government, we provide logistics support”. Estas forças são pagos pelo governo e, quando solicitado pelo governo, nós oferecemos apoio logístico “. However the company maintains that “It is illegal to hire private security in Nigeria. No entanto, a empresa afirma que “É ilegal a contratação de segurança privada, na Nigéria. Many companies use supernumerary police officers, who are assigned to protect companies’ facilities from crime. Muitas empresas usam policiais supranumerários, que são designados para proteger instalações das empresas do crime. We do not pay ‘top up fees’. Nós não pagamos “top-up taxas. We do pay field allowances as requested by the government as part of our logistics support”. Nós pagamos subsídios campo, tal como solicitado pelo governo como parte do nosso apoio logístico “.

At least 17 people were reported to have been killed and two women raped when soldiers raided the Ijaw community of Odioma, Bayelsa State. Pelo menos 17 pessoas foram relatadas para ter sido mortos e duas mulheres estupradas quando os soldados invadiram a comunidade Ijaw de Odioma, Bayelsa. The attack was ostensibly to arrest members of an armed vigilante group whose members were reported to have been recruited by a sub-contractor of Shell. O ataque foi ostensivamente para prender membros de um grupo de vigilantes armados, cujos membros foram relatados para ter sido recrutado por um sub-contratante da Shell. The suspects were not captured but, over a period of a few days, around 80 per cent of the homes in Odioma were destroyed. Os suspeitos não foram capturados, mas, durante um período de alguns dias, cerca de 80 por cento das casas foram destruídas em Odioma.

2008 2008
In September, the Iwherekan community in Delta State held a community forum on gas flaring, focusing on Shell’s operations. Em setembro, a comunidade Iwherekan no Delta Estado realizou um fórum comunitário sobre a queima de gás, com foco nas operações da Shell. The forum included journalists and representatives of Environmental Rights Action/Friends of the Earth Nigeria, as well as community elders, women, and children. O fórum inclui jornalistas e representantes de Amigos / Environmental Rights Action da Terra Nigéria, bem como líderes comunitários, mulheres e crianças.

Without provocation, Nigerian soldiers arrested and detained the forum participants, about 25 people, for about five hours. Sem provocação, soldados nigerianos presos e detidos os participantes do fórum, cerca de 25 pessoas, durante cerca de cinco horas. “Why is governmnet colluding with oil companies to shield the world from knowing the impact of gas flaring on the lives of Niger Delta people? “Porque é governmnet conluio com as empresas de petróleo para proteger o mundo de conhecer o impacto da queima de gás nas vidas das pessoas do Delta do Níger? ” asked Nnimmo Bassey, Executive Director of Environmental Rights Action/Friends of the Earth Nigeria. “, Perguntou Nnimmo Bassey, diretor executivo da Amigos / Environmental Rights Action da Terra Nigéria.

Later that month, Nnimmo Bassey testified before the United States Senate Judiciary Subcommittee on Human Rights and the Law in Washington. Mais tarde, naquele mês, Nnimmo Bassey testemunhou perante o Senado dos Estados Unidos Judiciário Subcomissão dos Direitos Humanos e do Direito, em Washington. “Oil companies, including Chevron and Shell, have repeatedly used the Nigerian military to violently repress Delta inhabitants’ peaceful protests, causing deaths and injuries, and creating an environment in which ordinary citizens are unable to exercise their rights to free expression”, he said. “As empresas petrolíferas, incluindo a Chevron e Shell, têm usado repetidamente os militares nigerianos para reprimir violentamente os protestos habitantes do Delta” pacífica, causando mortes e ferimentos, e criar um ambiente no qual os cidadãos comuns não são capazes de exercer os seus direitos à liberdade de expressão “, disse .

2009 2009
May: After thirteen years and numerous attempts by Shell to have the legal case thrown out, the lawsuit Wiwa v. Shell will finally be heard at the United States District Court for the Southern District of New York. Maio: Depois de treze anos e várias tentativas Shell para que o processo judicial jogado fora, o processo Wiwa v. Shell vai finalmente ser ouvido na United States District Court para o Distrito Sul de Nova York.


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