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O Povo Fala!
E-mail recebido 06/07/09, por D.P. Camerun, Escritor e Jornalista.
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POLÍTICA & POLÍTICOS
Como defender-se deles?
Política e Cidadania: é óbvio que a sociedade deve organizar-se para combater a impunidade e a irresponsabilidade dos políticos que assolam o País. O fato é que o político brasileiro não tem qualquer respeito pelo eleitor, não tem patriotismo, nem mesmo pudor, é evidente que entram na política para se locupletarem… Os absurdos e abusos são tantos que a sociedade sente-se perplexa e impotente. Embora tenha um alto custo, a Democracia é a forma de governo que melhor respeita a liberdade individual, essa sim, inalienável. Para preservá-la devemos denunciar as falcatruas e expor a corja parlamentar aos olhos da mídia, com as ferramentas que a internet disponibiliza. Em suma, temos BATER NA MESMA TECLA, como um Bordão ou um Mantra, até que se consiga mudar essa baderna…
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PANACÓIDES X POLITICALHOS
Na maior província da colônia mãe habitava a tribo dos panacóides. Povo que se caracterizava pela cegueira mental e memória curta. Temiam a inteligência, mas cultuavam a esperteza. Julgavam-se ladinos, mas elegiam e reelegiam para seus líderes os velhos sacanas de sempre. A propósito, os panacóides teimavam em ignorar a vida pregressa dos seus candidatos. Mesmo crápulas reconhecidos: impostores, arrivistas, gatunos, antipatriotas, criminosos até. Nenhuma evidência os dissuadia. Argumentavam que é sempre melhor o político que rouba, mas faz (!), do que alguém bem intencionado, com escrúpulos de surrupiar o erário. Ou seja, um paspalho como eles!…
Ocorre que os calhordas jamais se vexam de serem caras-de-pau e sempre se apresentam para serem votados, pois as pessoas probas fogem da política como o diabo da cruz. Isso faz abrir espaço aos medíocres e pior, aos politicalhos, aqueles que nada têm de ideologia ou de espírito público. Os tais que apostam na impunidade, no poder da falcatrua e na amnésia dos panacóides. Reforçam o estigma a cada eleição, ao votarem nos mesmos pilantras.
O poder é o estado de direito da sociedade… Na Democracia, como nem todos podem exercer o poder que lhes cabem, há o expediente da delegação, da representabilidade. Assim, definiu-se que alguns cidadãos atuariam como procuradores da maioria. Nesse raciocínio, quando o político se candidata, ele está, na verdade, pedindo um emprego – de representante do povo. Quando se elege, é como se tivesse conseguido a vaga de empregado, e passa então a receber salário do povo, seu patrão, de fato. Portanto, o político é um funcionário do povo e a ele deve prestar conta do seu desempenho. Porém, na prática, dá-se uma total inversão, o politicalho menospreza conceitos elementares de responsabilidade, probidade e transparência. Arroga-se o privilégio de estabelecer o seu próprio salário. Busca subterfúgios para aumentar os seus proventos cada vez mais, sem o menor escrúpulo. Na realidade, tem absoluta certeza de que o povo é trouxa, por isso ignora a sua inteligência e abusa de sua tolerância. Chato é constatar-se que, no fundo, o panacóide e o politicalho se completam… Até quando?
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Sartre sumarizou categoricamente o que é meter-se com a Política:
“…não tem como não sujar as mãos de merda.”
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OUTRO EXEMPLO DE ABUSO
Brasileiro trabalha quase 5 meses só para pagar tributos
De 1º de janeiro a 27 de maio de 2009 os brasileiros trabalharam só para pagar os tributos: impostos, taxas e contribuições. Quase metade de tudo o que o trabalhador receber em 2009 vai direto para os cofres dos governos municipais, estaduais e federal.
Grato,
D. P. Camerun. Jornalista e escritor. Diretor da Ong Remodela.
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