Assista ‘Meat The Truth’, documentário realizado pelo “Partido dos Animais” da Holanda é a resposta ao “An Inconvenient Truth” do Al Gore, que trata de algumas das causas do aquecimento global, poluição etc, mas deixa a questão da pecuária – a maior responsável pela devastação – de lado.
“Segundo o relatório “O reino do gado – Uma nova fase na pecuarização da Amazônia brasileira”, publicado pela organização não-governamental (ONG) Amigos da Terra no ano passado, cerca de 200 frigoríficos estão em funcionamento na Amazônia atualmente. Desses, mais da metade é ilegal. Em 2004, apenas 27 tinham registro no Serviço de Inspeção Federal (SIF). No fim de 2007 esse número subiu para 87. “Contudo, mesmo os legalizados mantêm relações comerciais com fornecedores em situação irregular sob os aspectos fundiário, ambiental e trabalhista”, afirma o relatório.
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A prova disso vem, por exemplo, do cadastro feito pelo Ministério do Trabalho, que mostra que 62% dos empreendedores que compõem a chamada “lista suja” do trabalho escravo respondem por empreendimentos de pecuária bovina. O relatório ainda afirma que “frigoríficos responsáveis por 73% das exportações brasileiras mantiveram relações comerciais com fazendas com uso de mão-de-obra escrava entre 2006 e 2007″.
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.O frigorífico JBS-Friboi - um dos que não deu retorno aos questionamentos do Idec – é hoje o maior do mundo em capacidade de abate de bois (47,1 mil cabeças por dia) e o maior exportador de carne do planeta. Mas, como mostra o estudo “Conexões Sustentáveis”, da ONG Repórter Brasil, “a unidade do Friboi de Barra do Garças (MT) adquiriu gado de um pecuarista que teve a área de sua fazenda embargada pelo Ibama por desmatamento ilegal”.
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Ele aponta também que uma das unidades frigoríficas do Marfrig, outro que não respondeu às questões feitas pelo Idec, “manteve relações comerciais com dois pecuaristas de Mato Grosso depois de eles entrarem na ´lista suja´ do trabalho escravo”. Um deles, Antenor Duarte do Valle, é acusado de denúncias graves, como a de ter sido um dos mandantes doMassacre de Corumbiara, em que onze trabalhadores sem-terra foram chacinados por policiais militares e jagunços, no interior de Rondônia, em 1995.
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A probabilidade de a carne que chega aos supermercados das grandes capitais brasileiras ter passado por um desses estabelecimentos é grande. O próprio estudo da Repórter Brasil afirma que o “JBS-Friboi é fornecedor de grandes redes varejistas que operam em São Paulo e abastece setores do poder público na capital paulista. Também vende sebo bovino para indústrias de biodiesel, que é adicionado ao diesel distribuído em postos de gasolina de todo o país”.”
.“Quase um ano após a publicação do relatório do Greenpeace que aponta a pecuária como principal vetor do desmatamento na Amazônia, os frigoríficos avançaram no processo de cadastrar e monitorar seus fornecedores no bioma. Mas ainda não conseguem rastrear 100% da cadeia e estão revendo os prazos do compromisso assinado com a organização não-governamental (ONG) em outubro de 2009. Em outubro do ano passado, a promessa dos frigoríficos era cadastrar seus fornecedores dentro de um prazo de 180 dias.
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.Os principais frigoríficos que têm fornecedores de carne na Amazônia, como Marfrig, Minerva e JBS Friboi, pediram mais três meses de prazo para concluir o monitoramento de suas cadeias. Na última reunião com o Greenpeace, no início do mês, representantes da indústria alegaram dificuldades no rastreamento. “Enquanto os frigoríficos que têm fornecedores não monitorarem 100% da cadeia, será impossível afirmar que não existe mais gado em área de desmatamento”, diz Marcio Astrini, da campanha Amazônia do Greenpeace.
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O frigorífico Marfrig, que tem boa parte de seus fornecedores localizados no Mato Grosso, conseguiu mapear pouco mais de 80% das fazendas fornecedoras localizadas no bioma amazônico. O diretor de sustentabilidade do Grupo Marfrig, Ocimar Villela, estima que os três meses a mais de prazo serão suficientes para chegar a 100% de fornecedores rastreados. “O processo está evoluindo. Há dificuldades, pois o processo também depende da vontade das fazendas.”
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O Governo do Estado tem apoiado empresas que investem em Rondônia, um exemplo disso são os frigoríficos JBS Friboi e Bertin S/A.
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A JBS Friboi, maior frigorífico do mundo e que recentemente comprou o Bertin, afirma em nota que está avançando no monitoramento dos fornecedores. Otávio Cançado, diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), argumenta que houve um grande avanço por parte dos frigoríficos. “As áreas que a gente não tem georreferenciamento são de difícil acesso ou para chegar lá era preciso passar por parques nacionais.”
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Imagem do blog Tijoladas.
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[28/04/2010 -AE - Agência Estado / Amigos da Terra Amazônia Brasileira/Repórter Brasil]
‘Fast Food Nation é a ‘adaptação do livro homônimo de Eric Schlosser, o filme fala sobre os riscos à saúde da população e ao meio ambiente que a indústria do fast-food provoca. Após descobrir que a carne usada para fazer o hambúrguer, servido em seu estabelecimento, está contaminada, Don Henderson (Greg Kinnear), executivo da maior rede de fast-foods dos EUA, faz uma jornada à origem dos alimentos servidos em restaurantes como o dele e descobre fatos nada agradáveis.’ [Fonte]
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Assista o trailer do filme ‘Nação Fast Food‘, em inglês.
‘A unidade do frigorífico brasileiro JBS Friboi no Colorado (Estados Unidos), a JBS Swift Beef, decidiu expandir uma convocação (recall) para incluir cerca de 190 toneladas de produtos de carne bovina que podem ter sido contaminados por Escherichia Coli, bactéria que causa disfunções intestinais, segundo comunicado divulgado hoje pelo FSIS, serviço de inspeção e segurança alimentar do Departamento de Agricultura dos EUA.
Os produtos, que saíram da fábrica em 21 de abril, foram distribuídos tanto nos EUA quanto para outros países. O recall, anunciado na quarta-feira da semana passada (dia 24), será ampliado como resultado da cooperação da FSIS com o Centro de Controle de Doenças e Prevenção dos EUA (CDC) numa investigação sobre 24 doenças em vários Estados norte-americanos, 18 das quais parecem estar associadas.
O E. coli é uma bactéria potencialmente fatal que pode causar diarréia, desidratação e, nos casos mais graves, colapso renal. Crianças, idosos e pessoas com fraco sistema imunológico estão mais sujeitos a esse tipo de contaminação. As informações são da Dow Jones.’ [fonte: Portal Exame]
VOCÊ SABIA?
O frigorífico JBS (Friboi) é líder em exportação neste setor, sendo a primeira no mundo em capacidade de abate – 65,9 mil cabeças por dia!
[fonte: JBS Friboi]
Assista a parte 2 da reportagem da pecuária na Amazônia da Rede Record.
Moradores da cidade entregaram à polícia um pedaço de carne que seria de um cão, que será encaminhado à perícia técnica em Porto Alegre. Os investigadores tentam identificar pessoas que – sem se identificar – foram entrevistadas sobre o assunto por um jornal local. Os entrevistados apontaram locais onde o suspeito desovava as carcaças dos animais.’
julho 27, 2009By: Ferzamp Category: Consumo, Geral
‘O IFC (Corporação Financeira Internacional), braço financeiro do Banco Mundial para o setor privado, anunciou que vai descontinuar a parceria com a Bertin, que incluía um empréstimo de US$ 90 milhões para que a empresa frigorífica brasileira expandisse suas operações na Amazônia. O valor ainda pendente do financiamento, no valor de US$ 30 milhões, será cancelado. O anúncio veio duas semanas depois que o Greenpeace publicou o relatório A Farra do Boi na Amazônia”, que expôs como o empréstimo do IFC para a Bertin em Marabá teve conseqüências desastrosas, como o aumento do desmatamento na região.
O frigorífico Bertin é uma das empresas apontadas pelo Greenpeace como responsáveis pela compra de gado de fazendas envolvidas em desmatamento ilegal e de propriedades localizadas dentro da Terra Indígena Apyterewa, no Pará, e fornecendo os produtos derivados dos animais nos mercados brasileiro e internacional.
“O IFC está dando um passo muito importante para parar o desmatamento na Amazônia e proteger o clima global, mas precisa assegurar que desastres como esse não se repitam mais no futuro”, disse Paulo Adário, diretor da campanha da Amazônia, do Greenpeace.
“O financiamento do IFC já permitiu que a Bertin expandisse suas operações na Amazônia. Para um banco que adotou estratégias de ‘fazer gestão com conhecimento’, é como jogar dinheiro no lixo.”
De acordo com o Greenpeace, o IFC deve parar de minar as políticas do Banco Mundial e, por sua vez, o Banco Mundial deve adotar uma política de não mais financiar iniciativas que resultem em desmatamento e mudanças climáticas.
“O Banco Mundial está para fechar outro empréstimo de cerca de US$ 1,3 bilhão para ‘proteção ambiental’ no Brasil e deve assegurar que estes recursos não vão financiar a destruição da Amazônia. O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que vai gerenciar estes recursos, devem seguir o exemplo do IFC e cortar todos os investimentos em atividades pecuárias na Amazônia que estão provocando maior emissão de gases do efeito estufa”, disse Adário.’