COP 15: TUMULTOS MARCAM A RETA FINAL DA CONFERÊNCIA!
Veja a desorganização da COp 15 registrada pela Ong Vitae civilis.
COP 15: Marco legal para corte na emissão de poluentes, é considerada remota.
.
.
“Cerca de 120 líderes mundiais estão reunidos em Copenhague tentando superar o impasse nas negociações sobre o clima na COP-15. Veja aqui possíveis cenários para o encerramento da conferência:
.
Qual seria o melhor desfecho possível para a COP?
Um acordo que estabeleça compromissos legais de países desenvolvidos com vistas ao corte acentuado de emissão de gases que provocam o efeito estufa até 2020; que crie um cronograma de ações de países em desenvolvimento para reduzir suas emissões crescentes; e preveja um pacote de ajuda financeira e tecnológica para nações pobres. Quase todos os países participantes consideram impossível que o texto final estabeleça obrigações legais.
Qual acordo é mais provável?
Líderes mundiais podem aceitar um documento final que estabeleça apenas compromissos “políticos” e tentar chegar a um marco legal em 2010.
Se houver um acordo, o que ele deve estabelecer?
A meta global mais fácil de ser negociada é a que limita o aquecimento global ao máximo de 2 graus (na comparação com o período pré-Revolução Industrial). Países pobres e pequenas ilhas defendem a adoção de um limite mais rígido, de 1,5 grau. O problema desse tipo de acordo é que uma meta global não obriga os países a adotarem objetivos individuais. Uma meta mais severa, mais ainda distante, é a de cortar pela metade a emissão dos gases do efeito estufa até 2050. Mas China, Índia e outras nações em desenvolvimento (entre elas o Brasil) se opõem a isso, alegando que países ricos têm antes de fazer cortes mais radicais em suas emissões até 2020.
O que as nações ricas precisam fazer?
Determinar cortes mais severos na emissão de poluentes até 2020. O IPCC, painel de cientistas ligado à ONU, sugeriu em 2007 que as emissões sejam reduzidas em porcentuais de 25% a 40% até 2020 (na comparação com os níveis de 1990) para evitar os efeitos mais dramáticos da mudança climática, como secas, extinção de espécies e aumento do nível dos oceanos. As metas apresentadas por nações industrializadas até agora variam de 14% a 18%.
E os países em desenvolvimento?
Precisam aceitar uma “guinada substantiva” na emissão de gases do efeito estufa, para reduzir o aumento projetado da poluição até 2020 (estimulando, por exemplo, o uso de energia solar ou eólica e desativando usinas movidas a carvão).
E o financiamento para os países pobres?
A última versão do texto não menciona valores a serem investidos. A ONU quer levantar pelo menos US$ 10 bilhões por ano de 2010 a 2012 em novos fundos, que seriam o embrião de um acordo para apoiar países pobres. Várias nações defendem a necessidade de repassar US$100 bilhões por ano a partir de 2020 para ajudar países subdesenvolvidos.
O que acontece se as negociações fracassarem?
Uma opção é “suspender” a COP e reiniciá-la em 2010. Um impasse completo nas negociações pode aumentar a desconfiança entre países ricos e próprios e no próprio papel da ONU. O fracasso na negociação também levaria, provavelmente, o Senado americano a abandonar a análise da legislação que prevê o corte nas emissões de poluentes do país.
Divulgado texto-base do acordo da COP-15.
.
NOTÍCIAS DA COP 15
Minc critica primeira versão de acordo sobre o clima
Protestos e prisões em Copenhague
Resumo COP-15: primeira semana
Diário da COP15: o Brasil com Quioto, ações de longo prazo e o fator Tuvalu
EUA reclamam de papel de grandes emergentes em rascunho da COP 15
Esboço cita corte de 15% a 30% de CO2 para país em desenvolvimento
Copenhague: esboço de acordo fixa corte de 50% dos gases estufa até 2050
COP-15: ricos criticam rascunho, mas não param negociação
MEMÓRIA AMBIENTAL: MEGA EMPRESÁRIOS DIFICULTAM AS DECISÕES AMBIENTAIS.
INDÚSTRIAS RETARDAM ACORDO EM COPENHAGUE
‘Os grupos da indústria estão atuando segundo as regras da ONU que excluem corporações individuais de participarem das reuniões a respeito da mudança climática, exigindo que as empresas formem associações para representá-las. As negociações em Bancoc foram uma das várias sessões de preparação para as negociações formais, que começarão em 7 de dezembro em Copenhague, visando produzir um novo tratado global limitando as emissões de carbono. [UOL]‘
[UOL -Marianne Lavelle - 09/11/09]
“Nas montanhas pobres mas ricas em minérios do leste dos Estados Unidos conhecidas como Apalaches, o milionário do carvão Don Blankenship organiza um encontro para os “Amigos da América” escutarem música country e “saberem como os ambientalistas radicais e a América corporativa estão tentando destruir seus empregos”.
Do outro lado do mundo, de olho em seu empreendimento em uma cidade portuária da Austrália conhecida ao mesmo tempo como portal para a Grande Barreira de Recifes e um santuário da indústria metalúrgica, o bilionário do alumínio Oleg Deripaska combate o programa nacional sobre mudança climática como sendo “destrutivo para os empregos e destrutivo para os investimentos, novos e já existentes”.
E na China os ambiciosos projetos de eletricidade renovável parecem um passo importante para abordar o aquecimento global, mas o progresso se retarda devido ao profundo favoritismo pelo combustível fóssil, mais barato. “Ninguém precisa se entusiasmar demais“, diz Lu Qizhou, nomeado pelo governo para dirigir o grande grupo da indústria energética da China. A mudança do sistema de energia acionado a carvão será lenta e não vai superar “a capacidade do mercado de se adaptar”.
Em todo o mundo a história é mais ou menos a mesma. Nos países que deram o primeiro passo modesto para evitar uma iminente calamidade ambiental para as futuras gerações, desencadeou-se uma reação das forças enraizadas na economia do passado. Os adversários da ação climática podem ter métodos diferentes, pois pressionam capitais diferentes, mas a mensagem é coerente: um modo de vida encantador poderá se perder; um melhor padrão de vida nunca será alcançado.
Esses temores serão o centro das atenções quando negociadores de 192 países se reunirem em Copenhague em dezembro para forjar um dos mais difíceis acordos multinacionais já feitos. A tarefa desafiadora é reduzir a poluição que, segundo o consenso de cientistas, ameaça o planeta – emissões da queima de óleo, carvão e gás que alimentaram todo o desenvolvimento econômico desde a Revolução Industrial.”
[Leia na íntegra, clicando aqui.]



