MEMÓRIA AMBIENTAL: MEGA EMPRESÁRIOS DIFICULTAM AS DECISÕES AMBIENTAIS.
INDÚSTRIAS RETARDAM ACORDO EM COPENHAGUE
‘Os grupos da indústria estão atuando segundo as regras da ONU que excluem corporações individuais de participarem das reuniões a respeito da mudança climática, exigindo que as empresas formem associações para representá-las. As negociações em Bancoc foram uma das várias sessões de preparação para as negociações formais, que começarão em 7 de dezembro em Copenhague, visando produzir um novo tratado global limitando as emissões de carbono. [UOL]‘
[UOL -Marianne Lavelle - 09/11/09]
“Nas montanhas pobres mas ricas em minérios do leste dos Estados Unidos conhecidas como Apalaches, o milionário do carvão Don Blankenship organiza um encontro para os “Amigos da América” escutarem música country e “saberem como os ambientalistas radicais e a América corporativa estão tentando destruir seus empregos”.
Do outro lado do mundo, de olho em seu empreendimento em uma cidade portuária da Austrália conhecida ao mesmo tempo como portal para a Grande Barreira de Recifes e um santuário da indústria metalúrgica, o bilionário do alumínio Oleg Deripaska combate o programa nacional sobre mudança climática como sendo “destrutivo para os empregos e destrutivo para os investimentos, novos e já existentes”.
E na China os ambiciosos projetos de eletricidade renovável parecem um passo importante para abordar o aquecimento global, mas o progresso se retarda devido ao profundo favoritismo pelo combustível fóssil, mais barato. “Ninguém precisa se entusiasmar demais“, diz Lu Qizhou, nomeado pelo governo para dirigir o grande grupo da indústria energética da China. A mudança do sistema de energia acionado a carvão será lenta e não vai superar “a capacidade do mercado de se adaptar”.
Em todo o mundo a história é mais ou menos a mesma. Nos países que deram o primeiro passo modesto para evitar uma iminente calamidade ambiental para as futuras gerações, desencadeou-se uma reação das forças enraizadas na economia do passado. Os adversários da ação climática podem ter métodos diferentes, pois pressionam capitais diferentes, mas a mensagem é coerente: um modo de vida encantador poderá se perder; um melhor padrão de vida nunca será alcançado.
Esses temores serão o centro das atenções quando negociadores de 192 países se reunirem em Copenhague em dezembro para forjar um dos mais difíceis acordos multinacionais já feitos. A tarefa desafiadora é reduzir a poluição que, segundo o consenso de cientistas, ameaça o planeta – emissões da queima de óleo, carvão e gás que alimentaram todo o desenvolvimento econômico desde a Revolução Industrial.”
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