Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem!… Mas, realmente…
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A sociedade capitalista está assentada historicamente, na crença de que o sistema de produção material e seu posterior consumo são as únicas maneiras de se viver.
Desde a revolução industrial, quando surge o capitalismo propriamente dito, houve a ‘necessidade’ de criar novas formas de consumo, novas ‘necessidades’ aos seres humanos, novos ‘estilos de vida’!
A globalização deu um passo além, aumentando as relações de comércio entre os países, e conseqüentemente, buscando novas formas de ‘girar’ a economia. Esse ‘giro’ só é possível, criando novas demandas de produtos à sociedade, isto é, usando ferramentas de marketing para ‘produzir’ uma contínua ‘necessidade’ de ‘objetos’ pela sociedade.
O trabalho de propaganda é bem feito, e sustenta a identidade dos modos, estilos e gostos dos indivíduos. Óbvio que, entendemos aqui que ‘uma andorinha só não faz verão’! Isto é, o marketing puro e simples não é capaz de manipular sozinho um grupo de consumidores.
A sociedade é um ‘corpo vivo’ que se relaciona e define entre seus indivíduos, desejos, status, preconceitos, etc. A moral social juntamente com o momento histórico e o marketing são atores coadjuvantes dos desejos materiais, contudo, o que dizemos é que, o ator ‘marketing’ exerce um peso substancial e poderoso no convencimento das massas.
Ao mesmo tempo, a própria ‘alienação’, fruto do sistema capitalista, baliza essa aceitação social de adquirir cada vez mais objetos.
O ‘homem-objeto’ compra a idéia de que os ‘objetos’ lhe trarão a ‘felicidade’, ou a beleza, ou a paz espiritual etc.
Ledo engano! Muitos estudos e discussões, tanto nos meios acadêmicos quanto privados, começam a questionar o atual modo de vida do homem moderno, apontando para uma crise existencial, ambiental e moral.
O aumento das doenças físicas e psicológicas, como cardiopatias e depressões; a insistente má distribuição de renda - onde 70% das pessoas mais ricas ainda detêm 10% da riqueza mundial; a poluição do meio ambiente, com aumento das emissões de gás carbono e exaustão dos recursos naturais (falta de água, falta de solo fértil para agricultura, etc.); bem como, uma crescente crise moral entre os países, por exemplo, quando os mais poluidores não ratificam políticas de diminuição de sua produção poluidora (Protocolo de Kioto), etc.
Ora, se esse sistema apregoa que esse modo de vida é a melhor (ou única) maneira de viver a vida, porque está sempre em crise?
Pense nisso, Homo sapiens!
[Fonte: Ferzamp/Blog Lado C]
Para o filósofo Gilles Lipovetsky, ser humano vive a ‘Era do Vazio’.
[Clique aqui para ler a entrevista.]
[Fonte: ComCiência]
