Lado C Tudo na vida tem seu Lado A e seu Lado B, mas a resposta talvez esteja no Lado C, 'sacovisk'?

‘OS PADRÕES DE PRODUÇÃO E CONSUMO DEVEM SER REPENSADOS, OU NUNCA HAVERÁ UM ACORDO ENTRE OS PAÍSES!’

dezembro 19, 2009 By: Ferzamp Category: Notícias do Meio Ambiente

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Assista a análise do ex-Secretário Executivo do MMA, João Paulo Capobianco.

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Para o ambientalista Alfredo Sirkis, ONU não sabe discutir temas como o clima.

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China e EUA, “largarão o osso” na próxima COP em 2010?

O IMPASSE DO HIPERCONSUMO: Entrevista com Benjamin Barber.

novembro 05, 2009 By: Ferzamp Category: Consumo, Geral

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“A crise financeira serve para desbaratar alguns mitos: o mito do mercado todo-poderoso, com seus corolários, entre eles a desregulamentação e a privatização; o mito do capitalismo hiperconsumista; e, o mito de que o capitalismo pode triunfar fabricando desejos, necessidades, e não produtos. A análise é de Benjamin Barber, ex-conselheiro de Bill Clinton.

 

Segundo Barber, a crise tem reflexos sobre a gestão do próximo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, cuja política “deverá passar por um intervencionismo fiscal mais acentuado, uma presença reforçada do ministério da Fazenda junto à Reserva Federal. Nem os democratas nem os republicanos poderão escapar disso”, diz. “Mas o futuro presidente e seus conselheiros terão suficiente imaginação para compreender que para resolver a crise atual não bastará reformar o sistema?”, pergunta Barber.

 

Segue a entrevista que Benjamin Barber concedeu a Marie Chaudey ainda antes das eleições nos Estados Unidos e publicada na revista francesa La Vie, 30/10/2008.

 

Quais são, na sua opinião, os mitos desbaratados pela crise financeira?

 

A mais importante é aquela que Reagan lançou: o mito do mercado todo-poderoso com seus corolários, a desregulamentação e a privatização. O preceito reaganiano de base afirma que o governo é o problema, o mercado, a solução. Nos últimos trinta anos, os Estados Unidos comungaram desta ideologia, tanto os democratas como os republicanos. Ronald Reagan, mas também Carter, e inclusive Clinton, contribuíram para a desregulamentação da indústria, sem falar dos bancos e dos mercados financeiros.

 

Ronald Reagan castigava a “burocracia” governamental…

 

Mas ao atacar este suposto “burocrático”, foi o poder dos próprios cidadãos que os neoconservadores minaram, foi a democracia que eles fizeram retroceder. A crise dos créditos hipotecários nos oferece hoje uma perfeita ilustração da despossessão dos cidadãos, tanto no sentido próprio como no figurado. Porque o segundo mito em questão é aquele do capitalismo hiperconsumista: não haveria mais cidadãos, mas apenas consumidores. Esta idéia de que o consumidor é um ersatz do cidadão – com desejos individuais a satisfazer, sem relação com nada que seja coletivo – infelizmente se enraizou. Os americanos têm o espírito mercantil, mesmo quando escolhem seu presidente! Bill Clinton tinha o costume de dizer: “Vocês me contrataram pelo emprego”. Eu o fiz perceber que este vocabulário era perigoso. Um presidente é um representante da vontade dos cidadãos. A Casa Branca não é uma grande loja em que os americanos seriam os clientes do governo e mudariam o diretor quando não estivessem mais satisfeitos com os supostos “serviços”.

 

No seu livro, você aponta o perigo do colapso de um sistema que baseado no hiperconsumismo. Para você, esta crise era inevitável?

 

Absolutamente. Porque ela está ligada a um terceiro mito, a crença de que o capitalismo pode triunfar fabricando desejos, necessidades, e não produtos. Com a ajuda do marketing e do convencimento publicitário, trata-se de persuadir as pessoas a comprarem coisas das quais elas não têm nem desejo nem necessidade e nem recursos para adquiri-los: nós estamos no centro do problema. Se, no curto prazo, o hiperconsumismo pode funcionar, está condenado a um impasse no longo prazo. O que é preocupante no Plano Paulson de ajuda aos bancos é que o governo tenta cuidar de um simples ferimento, quando se trata de um profundo câncer do sistema.

 

Mas os americanos estão prestes a mudar seus hábitos de vida?

 

Prestes ou não, esse não é o problema: eles não têm mais as possibilidades… Se hoje retirarmos deles o cartão azul, tiraremos deles as casas. Eles serão obrigados a admitir que não podem eternamente ir ao shopping! Não há melhor maneira para mudar de hábito do que receber uma brutal lição de economia. A moral não é uma boa modeladora da História, a realidade sim. Os publicitários vão ter mais dificuldades para convencer as pessoas que comprar é a melhor coisa que elas podem fazer para si mesmas e pelo país.

 

Podemos comparar a crise atual com a de 1929?

 

É um novo grande desastre, mas para além desta constatação é difícil fazer qualquer comparação. A realidade mudou, as reações políticas são mais rápidas hoje, o mundo é globalizado e os países são interdependentes. Eu não acredito que o desemprego chegue a 30%, como em 1929. Na época, não havia precedentes em termos de intervenção dos poderes públicos. Agora tudo vai depender da maneira como o governo vai continuar a responder à crise. Mas, evidentemente, nós estamos no fim de uma era do capitalismo selvagem, totalmente desregulado. A ironia do destino quis que fosse George W. Bush quem realizasse as primeiras nacionalizações, ele que tanto odiava o socialismo e sempre defendeu um intervencionismo mínimo! Mas a realidade claramente venceu as mitologias.

 

Então o desafio para o próximo presidente será grande?

 

Exatamente. E mesmo se ganhar McCain, deverá passar por um intervencionismo fiscal mais acentuado, uma presença reforçada do ministério da Fazenda junto à Reserva Federal. Nem os democratas nem os republicanos poderão escapar disso. Mas o futuro presidente e seus conselheiros terão suficiente imaginação para compreender que para resolver a crise atual não bastará reformar o sistema? Há um ajustamento do qual ninguém fala: o que o capitalismo vai fazer se não vender mais seus produtos? E não falo apenas do capitalismo americano, mas também do capitalismo chinês que depende do consumo americano. Se a economia chinesa desacelerar, será o fim do famoso “milagre” e poderemos temer por uma instabilidade social e política do lado de Pequim. Em resumo, será necessário que o capitalismo encontre uma solução. E, na minha opinião, terá interesse em considerar as necessidades reais das pessoas: as energias alternativas, os produtos verdes, a moradia inovadora… O capitalismo deve restabelecer a sua vocação primeira: fornecer serviços e produzir coisas úteis.

 

Será Barack Obama o homem da situação?

 

Até o momento, ele foi aconselhado por economistas de linha mais conservadora como Austan Goolsbee, da Universidade de Chicago, ou Robert Rubin, especialistas que fazem parte dos mesmos círculos que ocasionaram a crise financeira… Eles podem ajudar a encontrar remédios pontuais, mas não acredito em mudanças fundamentais. Se Obama for eleito, os Estados Unidos conhecerão formidáveis evoluções: será um bom antídoto ao racismo, o fim do “teto de vidro” para os jovens negros. O presidente representará o verdadeiro rosto multicultural dos Estados Unidos, cuja população já não é mais metade branca em Estados como a Califórnia ou a Flórida. Mas não se deve esperar uma revolução do capitalismo. Há tantas esperanças em relação a Obama que, me arrisco a dizer, as pessoas forçosamente se decepcionarão. Nos países árabes, é elevado ao pináculo: vimos, no entanto, que deu mostras de muita amabilidade para com os lobbies israelenses, tudo para convencer que ele não é muçulmano. Em certo sentido, pelo fato de ser negro, Obama deverá provar mais do que qualquer outro, que ele é um bom americano tranquilizador…”

 

[Instituto Humanitas Unisinos - IHU]

 

Homem decide guardar seu lixo durante oito meses!

setembro 24, 2009 By: Ferzamp Category: Comportamento Humano, Curiosidades, Geral, Pesquisas

Dave Chameides entre garrafas, caixas de pizza, sacolas e até saquinhos de chá usados!

 

Em 2007, o americano Dave Chameides resolveu mudar alguns hábitos de vida. Comprou um carro híbrido, mudau as lâmpadas de casa para fluorecentes e instalou painéis solares.

Um ano depois, estudando a respeito do impacto do lixo no meio ambiente, resolveu fazer uma experiencia inusitada: guardar seu próprio lixo por um ano. Para ele, seria uma forma de contribuir para o estudo dos impactos do consumismo.

Dessa experiencia, Dave observou que a quantidade de lixo produzida por ele era de 14 kg/ano, número inscrivelmente inferior à media de um norte-americano que é de 400 kg de lixo por ano.

Durante o processo, Dave encontrou maneiras de diminuir seu lixo, levando seus próprios talheres e prato ao trabalho, selecionando o tipo de embalagem dos produtos que compra nos supermercados, bem como, não utilizando sacolas plásticas.

 

Dave e sua composteira com minhocas resolvem o problema do lixo orgânico.

 

Seus colegas também foram influenciados: aboliram as garrafas plásticas, adotaram técnicas de compostagem e trocaram as lâmpadas de suas casas.

Passados seis meses de experimento, Chameides só pensava no dia que deveria descartar seu lixo, que foi guardado no porão de sua casa todo esse tempo: “Espero me sentir culpado e com remorsso”, comentou.

Dave Chameides, não foi o único a ter idéias inusitadas nesse tipo. Uma família de Nova York, decidiu viver por um ano sem causar impacto ambiental. O projeto chamado ‘No Impact Man’, do escritor Colin Beavan foi registrado em vídeo e lançado no cinema dos EUA em setembro deste ano (2009).

[Fonte: 365DaysOfTrash]

 

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