Lado C Tudo na vida tem seu Lado A e seu Lado B, mas a resposta talvez esteja no Lado C, 'sacovisk'?

O MAR DO NORTE ESTÁ DOENTE.

junho 23, 2010 By: Ferzamp Category: Desastres Ambientais, Memória Ambiental, Notícias do Meio Ambiente

Praia de Ostende na Bélgica, as águas estão cada dia mais poluídas, e os investigadores temem pelo futuro da fauna e da flora marinha.

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Quando, no fim de um belo dia, saem da praia de Ostende, os milhares de turistas deixam atrás de si pilhas de resíduos. Sacos de plástico, pontas de cigarros, fraldas descartáveis e uma infinidade de latas e garrafas. No termo de um fim-de-semana concorrido, o serviço de coleta de lixo de Ostende chega a apanhar dez toneladas de detritos. Uma catástrofe para a fauna e para a flora. A grande máquina de limpeza da praia, que percorre a linha de maré, revira o solo até dez centímetros de profundidade, trazendo à superfície uma grande quantidade de material biológico e prejudicando a vida microbiótica existente na areia. Muito plástico desaparece igualmente por baixo da areia. «Não é coisa que se veja mas, presentemente, uma grande parte da nossa praia é composta por plástico», declara Pavel Klinckhamers, da Greenpeace Países Baixos.

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Mapa da localização dos Países Baixos: Holandas do Norte e do Sul são duas de suas doze províncias.

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Nem todo esse plástico é largado pelos turistas: longe disso. Os resíduos lançados pelos barcos, deliberadamente ou por acidente, são muito mais significativos. Calcula-se que, anualmente, sejam lançados borda fora entre dois e dez mil contentores. As aves marinhas os vê como alimento e comem-nos. Um estudo realizado em 2003, nos Países Baixos, mostra que 95% dos pombaletes [Fulmarus glacialis] que dão à costa têm plástico no estômago. Este encontra-se também no estômago de muitas focas que dão à praia.

O número de aves marinhas cobertas de petróleo que derivam até à costa é, contudo, baixo, o que prova que a luta internacional contra as descargas ilegais de petróleo no Mar do Norte não tem sido em vão. Nos anos 80, todas as aves encontradas na praia ainda estavam cheias de petróleo. Hoje, isso só acontece com um quarto delas – o que ainda é demasiado. Os navegadores são obstinados.

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Uma bomba-relógio

Poucas pessoas sabem que o fundo do mar diante do litoral, em Heist, abriga um enorme vazadouro de munições das duas guerras mundiais. Calcula-se que serão entre 35 e 200 000 toneladas, das quais um terço conterá gás tóxico. Qualquer intervenção poderia provocar uma catástrofe ecológica. Contudo, deixar as bombas onde estão também é perigoso, porque, mais tarde ou mais cedo, estas acabarão por ser corroídas pela ferrugem e por libertar a sua carga tóxica. A UGMM (Unidade de Gestão do Modelo Matemático do Mar do Norte e do Estuário do Escaut) vigia de perto o estado deste vazadouro.

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Produtos químicos e interferências hormonais

As adolescentes que vão tomar banho no Mar do Norte não precisam ter medo de que lhes cresça a barba: as doses de substâncias químicas poluentes existentes no Mar do Norte são bastante baixas. No entanto, esses produtos químicos causam de facto interferências hormonais na vida marinha. No espaço de dois anos, Francis Kerckhof, biólogo da UGMM, assistiu à extinção de toda a população de búzios do Mar do Norte. Por influência dos produtos químicos, as fêmeas desenvolveram pênis, o que as impediu de se reproduzirem e conduziu à extinção de toda a espécie. «Observamos agora malformações e uma baixa da fecundidade entre as ostras, o berbigão e, também, entre os peixes», declara Kerckhof.

São três os tipos de produtos químicos que preocupam especialmente os investigadores. É certo que os PCB muito tóxicos – recorde-se a crise da dioxina – foram proibidos há muito tempo; apesar disso, continuarão a existir nas águas marinhas durante um milhar de anos. Os HAP (hidrocarbonetos aromáticos policíclicos) são substâncias à base de alcatrão libertadas pelas chaminés de navios que consomem combustível muito pesado e poluente. O TBT (tributilestanho) é uma substância à base de estanho incorporada nas tintas utilizadas nos cascos dos navios.

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Ave marinha conhecida como fulmar-glacial ou pombalete.

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Super-exploração pesqueira

O impacto exacto da poluição sobre as reservas de peixe é difícil de avaliar, porque o peixe do Mar do Norte está a ser dizimado pela pesca. «O atum, o bacalhau com mais de um metro, o peixe-aranha grande, o tubarão, a ostra plana e o búzio grande desapareceram das nossas águas», observa Francis Kerckhof. Após a proibição da sua captura, as espécies ameaçadas de extinção restabelecem-se muito lentamente. «Talvez por terem ficado demasiado enfraquecidas pela poluição para poderem recuperar. E porque a sua fecundidade diminuiu muito», explica Ann-Katrien Lescrauwaet, do Vliz, o Instituto Flamengo do Mar.

Todas as manhãs, a praia está bem limpa, as águas costeiras têm um aspecto límpido e o mercado do peixe está cheio de linguados acabados de pescar. Mas, segundo Patrick Roose e Kerckhof, o Mar do Norte encontra-se em muito mau estado. Para já, as consequências verdadeiramente dramáticas ainda não se manifestam, porque o Mar do Norte beneficia de uma corrente forte, que renova totalmente as suas águas de dois em dois anos. «Mas a vida marinha está a aproximar-se de um ponto de não retorno», adverte Kerckhof.”

[09 julho 2009  | De Standaard - Bruxelas / Presseurop]

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AQUECIMENTO GLOBAL: ONDA DE CALOR JÁ MATOU 40 PESSOAS NA EUROPA ESTE ANO!

setembro 04, 2009 By: Ferzamp Category: Geral

 

‘Moradores e turistas na França, Itália e Grã-Bretanha aproveitaram as praias e os chafarizes nas cidades em alguns dos dias mais quentes do ano esta semana (20/08/2009).

A temperatura passou dos 40ºC na Itália, enquanto a onda de calor chegou à França exatamente durante o período tradicional de férias no país.

Em Paris, onde a temperatura chegou aos 35ºC, um dos locais preferidos dos turistas era o Trocadero, perto da Torre Eiffel.

As cidades italianas de Milão, Bolonha e Roma estavam em alerta por causa do calor.

Garrafas de água mineral foram distribuídas de graça nos pontos de ônibus e estações de metrô, uma cortesia das autoridades de transporte.

Até agora, ainda não houve um aumento no número de pessoas levadas aos hospitais na Europa, ao contrário da última grande onda de calor no continente, seis anos atrás, que matou 15 mil pessoas.’

[fonte]

 

 

Assista reportagem da tv portuguesa sobre nova onda de calor na Europa.

 

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Vazamento de petróleo na França causa “desastre ecológico” na última estepe protegida da Europa!

setembro 03, 2009 By: Ferzamp Category: Desastres Ambientais, Geral, Notícias do Meio Ambiente

Reserva de Coussouls de Crau (França).

 

“Um vazamento de petróleo na França atingou uma reserva natural e causou “um verdadeiro desastre ecológico“, segundo a secretária de Estado para a Ecologia do país, Chantal Jouanno.

O vazamento foi detectado na sexta-feira (07/08/2009) em um oleoduto no sudeste da França, e já provocou uma mancha de cerca de 2 hectares na reserva natural de Coussouls de Crau, afetando uma área com espécies protegidas, informou a Agência Efe.

 

 

Segundo os dados divulgados pelo governo francês, foram derramados 4.000 metros cúbicos de petróleo bruto. As causas do vazamento ainda não foram identificadas.”

[fonte: Terra]

 

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Até 2050, mais de 50% dos anfíbios da Europa podem desaparecer!

agosto 28, 2009 By: Ferzamp Category: Desastres Ambientais, Geral, Notícias do Meio Ambiente

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“Mais da metade dos anfíbios da Europa pode estar extinta até 2050, alertou uma equipe de pesquisadores na Grã-Bretanha.

Mudanças climáticas, destruição do habitat e doenças são os principais fatores que ameaçam a sobrevivência das espécies no longo-prazo, acrescentaram eles.

Cientistas da Sociedade Zoológica de Londres (ZSL, em inglês) disseram que os animais na Itália e na Península Ibérica são os mais expostos ao risco.

Uma recente avaliação global constatou que um terço de todos os anfíbios estão ameaçados de desaparecer da superfície do planeta.

O naturalista britânico David Attenborough destacou o papel dos anfíbios no meio ambiente, dizendo que os animais “desempenham um papel-chave” no funcionamento de vários ecossistemas.

 

 

 

Projeções sombrias.

 

Ao anunciar os resultados da pesquisa, o pesquisador da ZSL Trent Garner disse que o clima provavelmente terá um impacto acentuado nas condições de que os animais necessitam para sobreviver.

Segundo Garner, as projeções já feitas “mostram que as mudanças climáticas alteram os habitats dos anfíbios, então nós esperamos que um grande número de espécies enfrente a perda do habitat, chegando à extinção“.

Garner acrescentou que espécies na Itália, Península Ibérica e na região do Mediterrâneo vão enfrentar o pior das mudanças de clima, mas anfíbios em todas as partes da Europa serão afetados.

“Na Grã-Bretanha, nós já estamos vendo sapos comuns perdendo as condições de vida e tendo uma sobrevivência menor.”

“Na medida em que o clima continua a ter impacto nos habitats, a situação vai piorar muito para estas espécies nativas.”

Assim como a ameaça do clima, os pesquisadores advertiram que duas doenças infecciosas – um fungo chytrid e o ranavirus – também são uma grave ameaça para a sobrevivência dos animais no longo-prazo.

Helen Meredith, coordenador para anfíbios do programa de Espécies de Evolução Distinta e Globalmente Ameaçados (Edge, na sigla em inglês), adverte: “Não há tempo a perder se nós vamos impedir a perda de mais espécies.”

Nós precisamos reduzir as emissões de carbono, mas também lidar com outros fatores prementes inclusive a destruição do habitat e propagação de doenças.”

[fonte: BBC]

 

 

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