Nike, Timberland, Clarks e Adidas: após relatório do Greenpeace, couro virá de onde?

‘Alguns dos maiores fabricantes de calçados da Grã-Bretanha estão exigindo de seus fornecedores de couro baseados no Brasil uma moratória imediata na destruição da floresta amazônica.
Entre as fabricantes, estão a Nike, Timberland, Clarks e Adidas.
A decisão foi anunciada após uma investigação do grupo ambientalista Greenpeace ter acusado, em junho deste ano, que parte do couro e da carne que chega à Grã-Bretanha do Brasil vem de fazendas que praticam desmatamento da Amazônia.
A moratória será aplicada a empresas que compram couro de bois criados em fazendas identificadas pelo Greenpeace que desmatam parte da floresta – tanto legal quanto ilegalmente. A moratória será estendida caso mecanismos de rastreamento do couro não sejam adotados dentro um ano.’
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Nike assina documento, assumindo mudar a política de compra de couro da Amazônia.
“Nike anunciou nesta quarta-feira (22/07/09) que não usará mais em seus produtos couro proveniente de animais criados no Bioma Amazônia. A decisão da empresa só será revertida se for “estabelecido um sistema confiável de governança, com rastreabilidade total de produtos da pecuária e a garantia de que esses produtos não estejam causando desmatamento”.
Veja aqui a tradução do documento assinado pela Nike.
Para assegurar o cumprimento dessa política, a Nike vai pedir, por escrito, uma declaração de seus fornecedores atestando que o couro vendido à empresa não vem de gado criado no bioma Amazônia. A Nike deu aos seus fornecedores um prazo até julho de 2010 para implementar um sistema eficiente de rastreabilidade, que comprove que seu couro não é originário do bioma amazônico. Caso isso não aconteça, a empresa estenderá a moratória à compra de couro para toda a região da Amazônia Legal.
A decisão da Nike é prova de que os mercados consumidores vão cada vez mais exigir da pecuária brasileira a adoção de práticas de sustentabilidade e, sobretudo, o fim da expansão de áreas de pasto sobre zonas de floresta. “A indústria da pecuária precisa valorizar o produto brasileiro no mercado internacional e garantir que não haja mais derrubada de árvores para a criação de gado. Qualquer iniciativa que apóie o desmatamento zero na região é um passo importante para garantir que a produção de gado na Amazônia não impulsione a destruição da floresta”, afirmou André Muggiati, do Greenpeace.”
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A Indústria Nuclear do Brasil (INB) é responsável por epidemia de câncer em Caetité, na Bahia! Fato ou Ficção?
“Após oito meses de investigação, o Greenpeace encontrou contaminação radioativa em amostras de água usada para consumo humano, coletadas na área de influência direta da mineração de urânio no município de Caetité, na Bahia (BA). A mina e uma unidade de beneficiamento de urânio são gerenciadas pela Indústrias Nucleares do Brasil (INB).
Vista da Indústria Nuclear do Brasil (INB) em Caetité, Bahia.
A coleta das amostras de água para consumo humano e animal foi feita por uma equipe do Greenpeace em abril de 2008, em pontos localizados dentro de um raio de 20 quilômetros ao redor da mineração de urânio da INB em Caetité.

Segundo os habitantes das comunidades que utilizam água das fontes analisadas, a INB colhe amostras em intervalos regulares para análises, mas as informações sobre a qualidade da água não são repassadas à população.

“Os sentimentos das populações dos municípios de Caetité e de Lagoa Real são de silêncio e indiferença, talvez pelo resultado de uma imposição da INB”, afirma Osvaldino Alves Barbosa, padre da catedral de Caetité. “Mas quando o assunto aparece, as pessoas ficam apreensivas, com medo e até aterrorizadas.”
Segundo padre Osvaldino, o desafio agora é articular com a sociedade civil a divulgação das informações necessárias, exigir dos governos do Estado e federal o respeito aos direitos humanos da população e monitoramento dos que trabalham na mina e vivem nas comunidades do entorno dela, bem como garantir a investigação independente do nível de radioatividade na água consumida por todos.
“Para isso instituímos em Caetité uma Comissão Paroquial de Meio Ambiente para tentar concretizar essas demandas”, afirma padre Osvaldino.
O relatório Ciclo do Perigo revela que os riscos de contaminação da água foram apontados no EIA/Rima do empreendimento, sendo, assim, velhos conhecidos da INB e dos órgãos licenciadores e fiscalizadores da atividade de mineração do urânio – Ibama e Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).
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Para atender a demanda de combustível com a eventual construção de Angra 3, o setor nuclear planeja duplicar a capacidade produtiva anual da INB de 400 para 800 toneladas de yellow cake (concentrado de urânio) e iniciar a exploração da mina de urânio de Santa Quitéria, no Ceará.
“Enquanto os verdadeiros impactos da mineração de urânio em Caetité permanecem desconhecidos, o governo Lula adota políticas de incentivo à geração nuclear no Brasil, ignorando os altos riscos e custos sociais e ambientais dessa tecnologia.
O Greenpeace e entidades sociais e ambientais da Bahia encaminharam a denúncia ao Ministério Público Federal da Bahia, exigindo a realização de investigação independente sobre a fonte e extensão da contaminação, bem como as condições de operação da INB e o cumprimento das condicionantes dispostas no licenciamento ambiental. A organização também solicitou ao INGA – Instituto de Gestão das Águas, do governo da Bahia, que suspenda as outorgas de água concedidas à INB até que a contaminação seja solucionada.
Assista parte 1 do vídeo do Greenpeace sobre o ‘Ciclo de urânio do Brasil’.
Material radiotivo circula livremente por todo o mundo.
Moradores de Caetité (BA) bebem água 7 vezes mais contaminada que o aceitável pela OMS.
Usina de urânio em Angra dos Reis – RJ.
Soluções possíveis segundo Greenpeace.
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