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Nike, Timberland, Clarks e Adidas: após relatório do Greenpeace, couro virá de onde?

setembro 22, 2009 By: Ferzamp Category: Geral, Notícias do Meio Ambiente

 

‘Alguns dos maiores fabricantes de calçados da Grã-Bretanha estão exigindo de seus fornecedores de couro baseados no Brasil uma moratória imediata na destruição da floresta amazônica.

Entre as fabricantes, estão a Nike, Timberland, Clarks e Adidas.

A decisão foi anunciada após uma investigação do grupo ambientalista Greenpeace ter acusado, em junho deste ano, que parte do couro e da carne que chega à Grã-Bretanha do Brasil vem de fazendas que praticam desmatamento da Amazônia.

A moratória será aplicada a empresas que compram couro de bois criados em fazendas identificadas pelo Greenpeace que desmatam parte da floresta – tanto legal quanto ilegalmente. A moratória será estendida caso mecanismos de rastreamento do couro não sejam adotados dentro um ano.’

[Leia na íntegra, clicando aqui.]

 

 Nike assina documento, assumindo mudar a política de compra de couro da Amazônia.

 

“Nike anunciou nesta quarta-feira (22/07/09) que não usará mais em seus produtos couro proveniente de animais criados no Bioma Amazônia. A decisão da empresa só será revertida se for “estabelecido um sistema confiável de governança, com rastreabilidade total de produtos da pecuária e a garantia de que esses produtos não estejam causando desmatamento”.

 

Veja aqui a tradução do documento assinado pela Nike.

 

Para assegurar o cumprimento dessa política, a Nike vai pedir, por escrito, uma declaração de seus fornecedores atestando que o couro vendido à empresa não vem de gado criado no bioma Amazônia. A Nike deu aos seus fornecedores um prazo até julho de 2010 para implementar um sistema eficiente de rastreabilidade, que comprove que seu couro não é originário do bioma amazônico. Caso isso não aconteça, a empresa estenderá a moratória à compra de couro para toda a região da Amazônia Legal.

 

A decisão da Nike é prova de que os mercados consumidores vão cada vez mais exigir da pecuária brasileira a adoção de práticas de sustentabilidade e, sobretudo, o fim da expansão de áreas de pasto sobre zonas de floresta. “A indústria da pecuária precisa valorizar o produto brasileiro no mercado internacional e garantir que não haja mais derrubada de árvores para a criação de gado. Qualquer iniciativa que apóie o desmatamento zero na região é um passo importante para garantir que a produção de gado na Amazônia não impulsione a destruição da floresta”, afirmou André Muggiati, do Greenpeace.”

[Leia na íntegra clicando aqui.]

 

 

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julho 27, 2009 By: Ferzamp Category: Consumo, Geral

 

‘O IFC (Corporação Financeira Internacional), braço financeiro do Banco Mundial para o setor privado, anunciou que vai descontinuar a parceria com a Bertin, que incluía um empréstimo de US$ 90 milhões para que a empresa frigorífica brasileira expandisse suas operações na Amazônia. O valor ainda pendente do financiamento, no valor de US$ 30 milhões, será cancelado. O anúncio veio duas semanas depois que o Greenpeace publicou o relatório A Farra do Boi na Amazônia”, que expôs como o empréstimo do IFC para a Bertin em Marabá teve conseqüências desastrosas, como o aumento do desmatamento na região.

O frigorífico Bertin é uma das empresas apontadas pelo Greenpeace como responsáveis pela compra de gado de fazendas envolvidas em desmatamento ilegal e de propriedades localizadas dentro da Terra Indígena Apyterewa, no Pará, e fornecendo os produtos derivados dos animais nos mercados brasileiro e internacional.

Veja aqui a nota publicada pela Bertin.

“O IFC está dando um passo muito importante para parar o desmatamento na Amazônia e proteger o clima global, mas precisa assegurar que desastres como esse não se repitam mais no futuro”, disse Paulo Adário, diretor da campanha da Amazônia, do Greenpeace.

“O financiamento do IFC já permitiu que a Bertin expandisse suas operações na Amazônia. Para um banco que adotou estratégias de ‘fazer gestão com conhecimento’, é como jogar dinheiro no lixo.”

De acordo com o Greenpeace, o IFC deve parar de minar as políticas do Banco Mundial e, por sua vez, o Banco Mundial deve adotar uma política de não mais financiar iniciativas que resultem em desmatamento e mudanças climáticas.

“O Banco Mundial está para fechar outro empréstimo de cerca de US$ 1,3 bilhão para ‘proteção ambiental’ no Brasil e deve assegurar que estes recursos não vão financiar a destruição da Amazônia. O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que vai gerenciar estes recursos, devem seguir o exemplo do IFC e cortar todos os investimentos em atividades pecuárias na Amazônia que estão provocando maior emissão de gases do efeito estufa”, disse Adário.’

[fonte: Greenpeace]


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