Lado C Tudo na vida tem seu Lado A e seu Lado B, mas a resposta talvez esteja no Lado C, 'sacovisk'?

PAÍSES EMPURRAM DECISÕES PARA 2010, NO MÉXICO.

dezembro 20, 2009 By: Ferzamp Category: Geral, Notícias do Meio Ambiente, Política

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[G1 - 20/12/2019 - Alister Doyle]

 

O mundo achará difícil retomar no México, em 2010, as negociações climáticas lideradas pelas Nações Unidas depois de um acordo nada ambicioso ser assinado em Copenhague, sem prazo para um tratado legal e vinculante entre os países.

O México vai receber as próximas negociações ministeriais no âmbito da ONU, entre 29 de novembro e 10 de dezembro de 2010, para incrementar o “Acordo de Copenhague” que busca limitar o aumento das temperaturas a não mais que 2 graus Celsius em relação às registradas nos tempos pré-industriais. Mas não diz como chegar a essa meta.

Por meses, as Nações Unidas insistiram que as negociações de Copenhague, culminando na cúpula com 120 líderes mundiais na sexta-feira, tinham de ser um “ponto de virada” na desaceleração das mudanças climáticas, com compromissos entre os países para redução das emissões de gases do efeito estufa.

No sábado, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, reconheceu que o acordo – liderado por Estados Unidos e China e que não fala em compromissos nacionais – ficou abaixo das expectativas, mas é um “importante começo.”

Uma mudança para o México, um país no meio do caminho entre os ricos e os pobres, pode ajudar as negociações que quase fracassaram em meio a alegações de Sudão e Venezuela de que a anfitriã Dinamarca estava inclinada em favor dos interesses dos ricos.

O México “pode ser muito melhor, para preencher essa difícil tarefa de construir pontes,” disse Kim Carstensen, chefe da iniciativa climática global do grupo ambiental WWF. 

Documentos da ONU assinados em Copenhague dizem que os resultados de grupos chaves de trabalho serão usados “por adoção” ao México – embora não incluam as exigências de muitos países de que os textos deveriam ser “um tratado legalmente vinculante.”

Muitos países querem que a reunião do México avance no debate.

Existe um risco muito grande de que tenhamos perdido o impulso”, afirmou um importante delegado sobre a luta contra as emissões, que causam ciclones mais poderosos, extinguem espécies, causam secas e deslizamentos e aumentam os níveis dos oceanos.

 

 

OBAMA ELOGIA ACORDO

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, comemorou o acordo, originalmente negociado com a China e outras economias emergentes, como sendo um passo histórico e prometeu a aumentar “o impulso que estabelecemos em Copenhague.”

China e EUA são os principais emissores de gases causadores do efeito estufa. Até agora a agenda dos dois não reflete urgência no assunto.

A próxima reunião da ONU sobre o clima é uma sessão semestral entre as autoridades em Bonn, de maio 31 a 11 de junho. Por comparação, em 2009 houve três rodadas de negociação em Bonn e outras sessões em Bangkok e Barcelona antes de Copenhague.

Fora o reconhecimento do teto de 2 graus Celsius, a decisão do sábado deu apoio a uma “meta” de um fundo de 100 bilhões de dólares anuais até 2020 para ajudar os países pobres a combater as mudanças climáticas, com um rápido início de 10 bilhões de dólares entre 2010 e 2012.

O acordo não foi formalmente adotado por todos os países devido à oposição de alguns emergentes que consideram que ele ignora as real necessidades dos pobres.

Alguns analistas afirmam que um acordo EUA e China pode melhorar a perspectiva de ação do Senado dos EUA para limitar as emissões de carbono em 2010. Os EUA são o único país industrializado sem restrição nas emissões.

Um problema para Copenhague foi a falta de outros prazos. O primeiro período do Protocolo de Kyoto, que vincula todos os países exceto pelos EUA a cortar emissões, vale até 31 de dezembro de 2012.

Copenhague não produziu muitas promessas, mas todos os principais países estabeleceram metas de emissões para 2020 desde que as negociações foram iniciadas em Bali, na Indonésia, em 2007. Muitos desses objetivos eram faixas de previsão de corte das emissões, que dependiam de um acordo forte em Copenhague.

Sob o “Acordo de Copenhague,” o primeiro prazo para submissão dos planos às Nações Unidas para conter as emissões é 31 de janeiro de 2010.”

[G1]

 

NOTÍCIAS DA COP 15

Argentina culpa os países ricos, por fracasso da COP.

Os países asiáticos se declararam neste domingo satisfeitos com o acordo

Ministro britânico culpa China por fracasso da COP

 Carlos Nobre (Inpe) diz que, adiar acordo na COP foi um erro

 Acordo climática mostra falhas na ONU

Principais pontos no acordp da COP 15

Acordo de Copenhague omite volume global da redução de emissões 

Migrantes são vulneráveis à crise econômica

Greenpeace diz que Copenhague foi palco de um crime

Líderes do mundo fracassam na COP15

Retrospectiva Copenhague

 

Assista um resumo da 15ª Conferência Quadro das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (COP 15) feita pela Ong Vitae Civilis.

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NOTÍCIAS DA COP 15: POR QUE NÃO HOUVE ACORDO EM COPENHAGUE?

dezembro 18, 2009 By: Ferzamp Category: Notícias do Meio Ambiente, Política

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Assista a repercussão do discurso dos chefes de Estado na COP 15.

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Assista a análise da Secretária de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do MMA, Suzana Kahn.

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Assista a análise do Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

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ASSISTA DISCURSO INDIGNADO DE LULA NA COP 15.

dezembro 18, 2009 By: Ferzamp Category: Notícias do Meio Ambiente, Política

[Yahoo - 18/12/2009] 

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um discurso duro no último dia da conferência global sobre o clima em Copenhague, nesta sexta-feira, e disse que o Brasil está disposto a fazer sacrifícios em nome de um acordo climático.

“Confesso a todos vocês que estou um pouco frustrado”, disse o presidente no início de um pronunciamento inesperado e feito de improviso, sinalizando a elevação no tom das críticas por conta do impasse nas negociações.

“Tem muita gente querendo barganhar as metas (de redução de emissões de gases-estufa). Todos nós poderíamos oferecer um pouco mais se tivéssemos assumido boa vontade nos últimos períodos”, disse.

Lula, que foi aplaudido em vários momentos de seu discurso, disse que ainda acredita num acordo por ser “excessivamente otimista”, mas sinalizou que dificilmente as negociações na capital dinamarquesa serão bem-sucedidas.

“Eu adoraria sair daqui com o documento mais perfeito do mundo assinado. Mas se nós não tivemos condição de fazer até agora… eu não sei se algum anjo ou algum sábio descerá nesse plenário e irá colocar na nossa cabeça a inteligência que nos faltou até a hora de agora“, disse.

Lula, que fez seu discurso protocolar na conferência na quinta-feira, voltou a defender que os países ricos têm responsabilidade maior pela mudança do clima. Entretanto, afirmou que o Brasil está disposto a fazer mais por um acordo, principalmente no que diz respeito ao financiamento para que países tratem das consequências da mudança do clima.

“Se for necessário fazer um sacrifício a mais, o Brasil está disposto a colocar dinheiro para ajudar outros países”, disse o presidente.

“Estamos dispostos a participar do financiamento, se nós nos colocarmos de acordo numa proposta final aqui nesse encontro.”

O financiamento para que países pobres adaptem suas economias às mudanças climáticas é um dos pontos de divergência nas negociações, e Lula defendeu que a doação de recursos para um fundo climático não pode ser tratado como “favor” ou “esmola”.

“O dinheiro que está sendo colocado na mesa é um pagamento pela emissão de gases-estufa feitas por dois séculos por quem teve o privilégio de se industrializar primeiro”, afirmou num dos momentos em que foi aplaudido.

“O Brasil não veio barganhar, nossas metas não precisam de dinheiro externo, nós iremos fazer com nossos recursos”, acrescentou.

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AOS QUATRO VENTOS

Lula reiterou que qualquer acordo assinado em Copenhague tem de manter os princípios do Protocolo de Kyoto, assinado em 1997 e que prevê que as nações industrializadas, exceto os EUA que não ratificaram o acordo, reduzam suas emissões de gases-estufa até 2012.

“A gente, em qualquer documento que for aprovado aqui, a gente tem que manter os princípios adotados no Protocolo de Kyoto”, argumentou.

Lula, que falou antes de um discurso sem novidades do presidente dos EUA, Barack Obama, rebateu as exigências dos países ricos que querem um mecanismo de monitoramento das emissões de gases-estufa das nações em desenvolvimento. O monitoramento tem sido motivo de estranhamento entre China e EUA, que vem exigindo transparência.

A resistência da China ao monitoramento de suas emissões foi apontada pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, e pela secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, como um obstáculo para um acordo.

“É verdade que os países que derem dinheiro têm o direito de exigir transparência, tem direito até de exigir o cumprimento da política que for financiada”, disse. “Mas é verdade que nós precisamos tomar muito cuidado com essa intrusão nos países em desenvolvimento e nos países mais pobres”, acrescentou.

“A experiência que nós temos –seja do Fundo Monetário Internacional, seja do Banco Mundial– nos nossos países não é recomendável que continue a acontecer no século 21“, completou.

“O que nós queremos é … ricos e pobres estabelecermos um ponto comum que nos permita sair daqui, orgulhosamente, dizendo aos quatro cantos do mundo que nós estamos preocupados em preservar o futuro do planeta Terra sem o sacrifício de sua principal espécie, que são homens, mulheres e crianças que vivem nesse mundo”, disse o presidente.

(Texto de Eduardo Simões)

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NOTÍCIAS DA COP 15 

 

 

Assista a repercussão do discurso dos chefes de Estado na COP 15. 

 

COP 15: TUMULTOS MARCAM A RETA FINAL DA CONFERÊNCIA!

dezembro 16, 2009 By: Ferzamp Category: Notícias do Meio Ambiente

Veja a desorganização da COp 15 registrada pela Ong Vitae  civilis.

 

COP 15: Marco legal para corte na emissão de poluentes, é considerada remota.

dezembro 16, 2009 By: Ferzamp Category: Notícias do Meio Ambiente

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“Cerca de 120 líderes mundiais estão reunidos em Copenhague tentando superar o impasse nas negociações sobre o clima na COP-15. Veja aqui possíveis cenários para o encerramento da conferência:

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Qual seria o melhor desfecho possível para a COP?

Um acordo que estabeleça compromissos legais de países desenvolvidos com vistas ao corte acentuado de emissão de gases que provocam o efeito estufa até 2020; que crie um cronograma de ações de países em desenvolvimento para reduzir suas emissões crescentes; e preveja um pacote de ajuda financeira e tecnológica para nações pobres. Quase todos os países participantes consideram impossível que o texto final estabeleça obrigações legais.

Qual acordo é mais provável?
Líderes mundiais podem aceitar um documento final que estabeleça apenas compromissos “políticos” e tentar chegar a um marco legal em 2010.

Se houver um acordo, o que ele deve estabelecer?
A meta global mais fácil de ser negociada é a que limita o aquecimento global ao máximo de 2 graus (na comparação com o período pré-Revolução Industrial). Países pobres e pequenas ilhas defendem a adoção de um limite mais rígido, de 1,5 grau. O problema desse tipo de acordo é que uma meta global não obriga os países a adotarem objetivos individuais. Uma meta mais severa, mais ainda distante, é a de cortar pela metade a emissão dos gases do efeito estufa até 2050. Mas China, Índia e outras nações em desenvolvimento (entre elas o Brasil) se opõem a isso, alegando que países ricos têm antes de fazer cortes mais radicais em suas emissões até 2020.

O que as nações ricas precisam fazer?
Determinar cortes mais severos na emissão de poluentes até 2020. O IPCC, painel de cientistas ligado à ONU, sugeriu em 2007 que as emissões sejam reduzidas em porcentuais de 25% a 40% até 2020 (na comparação com os níveis de 1990) para evitar os efeitos mais dramáticos da mudança climática, como secas, extinção de espécies e aumento do nível dos oceanos. As metas apresentadas por nações industrializadas até agora variam de 14% a 18%.

E os países em desenvolvimento?
Precisam aceitar uma “guinada substantiva” na emissão de gases do efeito estufa, para reduzir o aumento projetado da poluição até 2020 (estimulando, por exemplo, o uso de energia solar ou eólica e desativando usinas movidas a carvão).

E o financiamento para os países pobres?
A última versão do texto não menciona valores a serem investidos. A ONU quer levantar pelo menos US$ 10 bilhões por ano de 2010 a 2012 em novos fundos, que seriam o embrião de um acordo para apoiar países pobres. Várias nações defendem a necessidade de repassar US$100 bilhões por ano a partir de 2020 para ajudar países subdesenvolvidos.

O que acontece se as negociações fracassarem?
Uma opção é “suspender” a COP e reiniciá-la em 2010. Um impasse completo nas negociações pode aumentar a desconfiança entre países ricos e próprios e no próprio papel da ONU. O fracasso na negociação também levaria, provavelmente, o Senado americano a abandonar a análise da legislação que prevê o corte nas emissões de poluentes do país.

[ESTADÃO]

COP 15: MANIFESTOS PELO MUNDO.

dezembro 12, 2009 By: Ferzamp Category: Eco-atitudes, Notícias do Meio Ambiente

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Divulgado texto-base do acordo da COP-15.

dezembro 11, 2009 By: Ferzamp Category: Notícias do Meio Ambiente

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NOTÍCIAS DA COP 15

Minc critica primeira versão de acordo sobre o clima

Protestos e prisões em Copenhague

Resumo COP-15: primeira semana

Diário da COP15: o Brasil com Quioto, ações de longo prazo e o fator Tuvalu

EUA reclamam de papel de grandes emergentes em rascunho da COP 15

Esboço cita corte de 15% a 30% de CO2 para país em desenvolvimento

Copenhague: esboço de acordo fixa corte de 50% dos gases estufa até 2050

COP-15: ricos criticam rascunho, mas não param negociação

  


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